O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para realizar exames nesta terça-feira, 7 de janeiro de 2026. A autorização veio após uma segunda solicitação da defesa, considerando o histórico de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado por tentativa de golpe de Estado. Como qualquer saída da prisão requer aprovação judicial, incluindo para cuidados médicos.
Inicialmente, em 6 de janeiro, Moraes havia rejeitado um pedido similar da defesa, ao entender que não existia urgência imediata com base no atendimento prestado pela Polícia Federal (PF).A nova petição destacou a necessidade urgente de exames de imagem, apontando que Bolsonaro sofreu uma queda na cela, com impacto na cabeça, suspeita de traumatismo craniano leve, tonturas e sintomas neurológicos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e apoiadores do ex-presidente exerceram pressão pública pela liberação, com apelos nas redes sociais.
Na decisão mais recente, o ministro enfatizou que os médicos da PF deram atendimento imediato, constatando que Bolsonaro estava consciente e estável. No entanto, o histórico de cirurgia recente, o uso de remédios para o sistema nervoso central e anticoagulantes tornavam necessária uma avaliação especializada.
"Autorizo o deslocamento de Jair Messias Bolsonaro para o Hospital DF Star, no dia 7 de janeiro de 2026, para a realização dos exames médicos indicados", escreveu.
Moraes determinou que a PF cuide do transporte e da segurança, de modo discreto, com entrada pelas garagens do hospital. A vigilância deve ser total durante os procedimentos e no retorno à Superintendência da PF em Brasília, onde Bolsonaro está detido.
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