Governo Federal autoriza garantia de R$ 8 bilhões para os Correios buscarem novo financiamento

Conselho Monetário Nacional aprova ampliação do limite em reunião desta quinta-feira (26); medida visa sustentar o plano de reestruturação da estatal, que já captou R$ 12 bilhões em dezembro de 2025 e enfrenta prejuízos bilionários
Por: Brado Jornal 27.fev.2026 às 08h21
Governo Federal autoriza garantia de R$ 8 bilhões para os Correios buscarem novo financiamento
Reprodução
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) a elevação do teto para operações de crédito com aval da União, permitindo que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) consiga captar até R$ 8 bilhões adicionais em empréstimos. A decisão tem como objetivo principal garantir a execução contínua do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da companhia, homologado em 10 de dezembro de 2025.

Com essa autorização, o total potencial de captação com garantia federal chega a R$ 20 bilhões, considerando os R$ 12 bilhões já obtidos no final do ano passado junto a um consórcio formado por Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Esse contrato, com vigência até 2040, serviu para reforçar o caixa da estatal em meio à grave crise financeira.

Fontes do governo e da própria empresa indicam que os R$ 8 bilhões extras podem não vir necessariamente na forma de empréstimo bancário: há a possibilidade de aporte direto do Tesouro Nacional, com a definição final prevista apenas para o término do primeiro semestre de 2026.

A estatal atravessa uma das piores fases de sua história, com déficit acumulado de R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, resultado anual completo ainda sem divulgação prevista.
Para 2026, as projeções apontam agravamento, com aumento estimado do rombo para R$ 9,1 bilhões.

A garantia da União nas operações reduz o risco para os credores, já que o governo federal se compromete a honrar as dívidas em caso de inadimplência da companhia. No início de dezembro de 2025, o Tesouro rejeitou uma proposta inicial de R$ 20 bilhões por considerar os juros oferecidos (20% ao ano) acima do limite aceitável (até 18% ao ano), optando pelo acordo de R$ 12 bilhões que atendeu aos critérios de avaliação de capacidade de pagamento e ao plano de reequilíbrio aprovado.


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