O deputado federal Jonga Bacelar (PL-BA) está em tratativas avançadas para trocar de legenda e se filiar ao Republicanos, partido comandado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (PB). A movimentação, que acontece nos bastidores da política baiana, também envolve o senador Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e figuras ligadas ao perfil conservador e de segurança pública, como o deputado Coronel, em uma estratégia para reorganizar a oposição no estado de olho nas eleições de 2026.
Atualmente no PL, Jonga Bacelar tem demonstrado independência em votações recentes, inclusive divergindo em alguns momentos da orientação da bancada partidária na Bahia. Essa postura facilita o diálogo com outras siglas e abre caminho para uma possível migração. O Republicanos, que ganhou projeção nacional após a ascensão de Hugo Motta à presidência da Câmara, busca ampliar sua presença no Nordeste, especialmente na Bahia, onde o PT mantém forte domínio.
A articulação surge em um momento de enfraquecimento do PL regional após a condenação e prisão de Jair Bolsonaro. Com o bolsonarismo enfrentando dificuldades locais, parlamentares como Jonga tentam se reposicionar em partidos com maior estrutura institucional e potencial de crescimento. A filiação ao Republicanos poderia fortalecer sua posição para disputas proporcionais ou até majoritárias em 2026, seja em uma candidatura a prefeito de Salvador ou em composições para governador e vice.
Hugo Motta teria interesse em atrair nomes experientes da Bahia para consolidar sua base no Nordeste e equilibrar o avanço do governo Lula na região. Elmar Nascimento surge como peça importante nas conversas, graças à sua influência no Senado e habilidade em negociações estaduais. Já a menção ao “Coronel” reforça o apelo por temas de segurança e valores conservadores, comuns em alianças de oposição.
Embora a filiação ainda não esteja oficializada, as negociações caminham de forma discreta. Qualquer mudança dependeria da abertura da janela partidária, prevista para março ou abril de 2026, e poderia provocar reações dentro do próprio PL baiano, que continua associado ao sobrenome Bolsonaro apesar das turbulências internas.
O tabuleiro político na Bahia para 2026 se mostra cada vez mais competitivo, com o PT apostando na continuidade do projeto de Jerônimo Rodrigues e a oposição tentando superar a fragmentação. Movimentos como o de Jonga Bacelar indicam esforços para recompor forças no centro-direita e apresentar uma alternativa mais unificada ao domínio petista no estado. Fontes próximas às discussões afirmam que o deputado mantém contatos frequentes com lideranças do Republicanos, mas preferem não antecipar detalhes para preservar o andamento das conversas. O assunto segue movimentando os corredores da política baiana, com novos capítulos esperados nos próximos meses.
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