No início da noite desta quinta-feira, o Movimento Brasil Livre (MBL) reuniu milhares de manifestantes em frente à sede do Banco Master, localizada em uma travessa da Avenida Faria Lima, no coração financeiro da capital paulista. O ato, marcado por energia e determinação, travou completamente a rua em frente ao prédio, que permanece cercado por tapumes desde a quarta-feira (21), em uma aparente tentativa de blindar a instituição dos olhares públicos.
Os participantes, vindos de diferentes bairros de São Paulo e até de outras regiões, expressaram indignação com os graves escândalos que envolvem o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. Gritos de ordem ecoaram pela região, cobrando transparência, punição aos responsáveis por supostas fraudes bilionárias e o fim da impunidade que, segundo os manifestantes, protege os envolvidos.
Um dos principais alvos foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso no STF.
As críticas à condução das investigações pelo ministro foram intensas, com os presentes apontando decisões que geram desconforto e suspeitas de lentidão ou proteção indevida. Cartazes e palavras de ordem também direcionaram ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Alexandre de Moraes e a Otto Lobo, indicado por Lula para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Renan Santos, coordenador nacional do MBL, destacou em entrevista ao blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que a manifestação foi organizada há cerca de duas semanas, inicialmente motivada pelo envolvimento do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso. “É preciso avançar nas investigações sem interferências políticas ou judiciais que beneficiem os investigados”, reforçou o líder do movimento.
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