O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), conhecido como o parlamentar mais votado do Brasil nas últimas eleições, participou de uma entrevista ao vivo no Programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (26 de janeiro de 2026), para analisar os desdobramentos de sua "Caminhada da Liberdade". A mobilização, que percorreu mais de 240 quilômetros até Brasília e culminou em um ato com cerca de 100 mil participantes na Praça do Cruzeiro no dia anterior, segundo estimativas dos organizadores, visava defender a anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023 e a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na Papudinha.
Durante a conversa, Nikolas enfatizou que não busca se posicionar como o "novo messias" ou sucessor de Bolsonaro, rejeitando qualquer interpretação de que suas ações recentes representem uma tentativa de usurpar o espaço do ex-líder. "Eu não idolatro Bolsonaro. Eu o sigo, eu o admiro", afirmou o deputado, alertando contra a idolatria política que, segundo ele, só afasta apoiadores e frustra expectativas. Ele reforçou a importância de reconhecer hierarquias e trajetórias, destacando sua própria juventude, aos 29 anos, em comparação com a experiência acumulada por figuras como Bolsonaro.
Um dos momentos mais destacados da entrevista foi quando Ferreira abordou as eleições presidenciais de 2026, declarando apoio explícito ao senador Flávio Bolsonaro como o nome ideal para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O único líder da direita já deu a bênção que é pro filho dele, que é o Flávio", disse o deputado, referindo-se à suposta aprovação de Jair Bolsonaro à candidatura do filho mais velho. Ferreira elogiou a capacidade de mobilização de Flávio, citando seu apoio remoto à caminhada enquanto estava em Israel, e ponderou que ainda há tempo para ajustes, mas que a escolha parece "cristalina" para ele.
A "Caminhada da Liberdade" começou há sete dias, partindo de Belo Horizonte (MG) e reunindo centenas de manifestantes ao longo do percurso, com o objetivo de reacender o ânimo da base conservadora em meio ao desânimo causado pela prisão de Bolsonaro e pelas sanções impostas a aliados. Ferreira descreveu o evento como uma resposta orgânica à necessidade de ação, não como uma manobra para autopromoção. "Não é porque a gente toma uma atitude que se torna líder. A gente toma atitudes porque elas precisam ser tomadas", explicou, admitindo que o vazio de liderança motivou sua iniciativa, mas sem pretensões de substituir o ex-presidente.
O deputado também criticou narrativas que tentam dividir o bolsonarismo, alertando para tentativas de elevá-lo artificialmente para depois derrubá-lo. Ele comparou o cenário brasileiro a disputas internacionais, como a entre Donald Trump e Elon Musk nos EUA, onde divergências não necessariamente geram traições. Ferreira finalizou reforçando que depositar esperanças messiânicas em qualquer político é um erro, pois "esse mundo aqui não é um mundo de salvação por um fulano".
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