O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, resolveu investir integralmente no projeto de candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026, adotando uma postura de enfrentamento para viabilizar o nome no campo da oposição.
A principal estratégia envolve reposicionar a imagem do senador como uma versão mais moderada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), destacando-o como "o Bolsonaro que tomou a vacina". Essa abordagem visa diferenciar o discurso dele das posições polêmicas sobre questões sanitárias adotadas pelo pai nas campanhas de 2018 e 2022, com o objetivo explícito de diminuir os índices de rejeição do parlamentar junto ao eleitorado.
Para fortalecer a campanha, o PL aposta na formação de um grupo de apoio nacional composto por três figuras de destaque: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Esses nomes seriam fundamentais para dar alcance nacional à pré-candidatura de Flávio e mobilizar bases eleitorais diversas.
Antes de avançar, Valdemar prioriza a resolução de tensões internas. Ele aposta em uma conversa importante entre Tarcísio e Jair Bolsonaro para eliminar ruídos públicos que surgiram após a escolha do nome de Flávio. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do governador à Papudinha nesta quinta-feira (29).
Lideranças do Centrão avaliam que, com o avanço do PL na consolidação de Flávio, Tarcísio perdeu a janela para se lançar como alternativa viável. Segundo esse grupo, o governador poderia ter se posicionado de forma mais assertiva no momento da definição, mas optou por não contrariar Jair Bolsonaro, evitando ser rotulado como traidor. Aliados próximos reforçam que Tarcísio jamais romperia com o ex-presidente.
Em declaração recente, feita na terça-feira (27) em Sorocaba (SP), Tarcísio afirmou que a pré-candidatura de Flávio está se fortalecendo rapidamente e que não acredita em recuo. "Não creio que vai mudar. Acho que está sim, se consolidando, se consolidando rapidamente. Ele está preenchendo esse espaço. Tem o nome Bolsonaro, que é muito forte. Então acredito que essa questão está decidida", disse o governador, que reiterou seu foco na reeleição ao governo paulista: "Estou focado no meu projeto de São Paulo. Isso não mudou [...] tem um projeto de longo prazo, tem muita coisa pra gente entregar em 28, 29 e 30." Com isso, uma eventual candidatura presidencial dele ficaria adiada para 2030, caso o cenário atual se mantenha.
O quadro só poderia mudar com um recuo improvável de Jair Bolsonaro ou algum evento imprevisível até abril, quando vence o prazo para desincompatibilização de cargos executivos.
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