Vereador denuncia rede de influência do Banco Master que vai do PCC ao STF

Rony Gabriel expõe suposto esquema de contratação de influenciadores para atacar BC; PF investiga ação coordenada
Por: Brado Jornal 02.fev.2026 às 10h10
Vereador denuncia rede de influência do Banco Master que vai do PCC ao STF
Reprodução / CVE
Em entrevista à Gazeta do Povo, o político gaúcho afirmou que, em dezembro de 2025, foi convidado para integrar o chamado “Projeto DV”, em referência ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, organizado por agências de marketing digital.
A oferta envolvia contratos que poderiam totalizar até R$ 2 milhões para influenciadores alcançarem cerca de 36 milhões de seguidores, com a missão de questionar a decisão do BC de liquidar a instituição financeira, alegando precipitação na medida.

Os conteúdos orientados incluíam a divulgação de uma reportagem do portal Metrópoles que citava suposta visão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o ato do BC como apressado. Rony alega que a operação já era monitorada pela Polícia Federal (PF) antes de sua denúncia pública.No dia 28 de janeiro de 2026, a PF instaurou inquérito, autorizado pelo ministro Dias Toffoli (STF), para investigar ao menos 46 perfis suspeitos de atuarem de forma coordenada na deslegitimação da liquidação do Master.
O caso tramita sob sigilo no Supremo.

O vereador classificou o episódio como revelador de uma ampla rede de influência ligada ao Banco Master, que conectaria o crime organizado, citando o PCC (Primeiro Comando da Capital), até as mais altas instâncias do Judiciário, incluindo o STF. Ele declarou: “O Master juntou do PCC ao STF”.

Rony defende o prosseguimento das apurações, com quebra de sigilos para identificar todos os envolvidos, e se coloca à disposição para prestar depoimento.
Ele possui provas das propostas recebidas, incluindo links de vídeos-modelo e termos de confidencialidade (com multa prevista de R$ 800 mil em caso de vazamento), mas optou por expor o esquema.

A denúncia, que ganhou força também com relatos de outros influenciadores, como Juliana Moreira Leite, reacendeu o debate sobre o escândalo do Master, incluindo possíveis conflitos de interesse no STF e pressões institucionais.
Alguns influenciadores que teriam aceitado a proposta agora criticam Rony, alegando ausência de contrato formal assinado. O político prevê que novas revelações pela imprensa e avanços investigativos possam impactar o cenário. 


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