O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu duramente as declarações do padre Ferdinando Mancilio, do Santuário Nacional de Aparecida, feitas durante uma homilia no dia 25 de janeiro. Em vídeo nas redes sociais, o parlamentar classificou as falas do sacerdote como distorção do tema do armamento civil e ironizou a posição religiosa apresentada.
Nikolas destacou que o uso de armas depende de quem as maneja, podendo servir para proteger vidas ou causar tragédias. Ele citou passagens bíblicas para questionar o raciocínio do padre, perguntando se faltava “intelecto, Bíblia ou os dois” ao religioso. O deputado lembrou que o mal não está no objeto, mas na intenção de quem o utiliza, e comparou com episódios como o assassinato de Abel por Caim e a vitória de Davi sobre Golias.
O parlamentar também criticou o que considera incoerência na segurança de figuras religiosas de alto escalão. Ele mencionou o sistema de proteção do Papa Leão XIV e questionou se os seguranças utilizam apenas a Bíblia para defender o pontífice. Para Nikolas, há indignação seletiva: enquanto uma caminhada pacífica e ordeira é criticada, o crime organizado e as mortes causadas por armas nas mãos de bandidos recebem menos atenção de certos setores.
O deputado reforçou que a marcha promovida por ele até Brasília tinha como principais bandeiras a defesa da anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023 e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Ele acusou o padre de ridicularizar tanto a caminhada quanto o direito à autodefesa, sugerindo que as críticas refletem alinhamento político em vez de uma genuína defesa da paz.
Durante a celebração, o padre Ferdinando Mancilio não citou nomes, mas fez referências claras que foram interpretadas como direcionadas à marcha e ao deputado. Ele questionou a legitimidade de quem organiza atos em nome da vida sem apresentar histórico de projetos concretos em benefício da população, afirmando que o verdadeiro objetivo seria conquistar poder político.
O religioso também contestou a posição de cristãos que apoiam o porte de armas. Ele relatou ter ouvido de um fiel no Santuário que, apesar de se declarar cristão, defendia o armamento. Para o padre, isso seria incompatível, pois a arma teria como única função ferir e matar. Ele rejeitou comparações com outros objetos, como machados, que teriam finalidades distintas, e perguntou de que lado os fiéis realmente estariam.
As declarações do padre repercutiram nas redes sociais no fim de semana, levando Nikolas a publicar a resposta. O parlamentar insistiu que nunca viu os mesmos críticos da marcha se posicionarem com a mesma veemência contra o crime organizado ou as vítimas inocentes de violência armada cometida por criminosos.
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