A oposição ao governo Lula conseguiu reunir 280 assinaturas de deputados federais e protocolou, nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026), o requerimento de criação da CPI do Master na Câmara dos Deputados. O número ultrapassa o mínimo constitucional de 171 assinaturas exigido para instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.
O documento, assinado por parlamentares majoritariamente do PL, Novo, União Brasil e outros partidos de centro-direita, tem como foco principal apurar as circunstâncias da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em janeiro de 2026, além de possíveis irregularidades em operações financeiras, captações via SCPs (Sociedades em Conta de Participação), antecipação de recebíveis e supostas ligações com esquemas de desvio de recursos e influência política.
Entre os pontos centrais do requerimento estão: a análise do rombo estimado em bilhões de reais, o impacto em investidores pessoa física (cerca de 9 mil, com exposição de R$ 2,8 bilhões), a atuação de empresas do grupo Fictor e da Reag (bloqueadas judicialmente), o fracasso da tentativa de compra do banco por consórcio envolvendo supostos fundos árabes, e eventuais omissões ou favorecimentos regulatórios que teriam contribuído para a crise.
Os autores também buscam esclarecer denúncias recentes de campanhas coordenadas nas redes sociais contra o Banco Central após a liquidação, incluindo supostas contratações de influenciadores e possíveis conexões com o crime organizado, como o PCC, tema que já motivou inquérito no STF autorizado pelo ministro Dias Toffoli.
O texto foi protocolado pela liderança da oposição e deve ser lido em plenário nos próximos dias, abrindo prazo para que a Mesa Diretora da Câmara analise a regularidade do pedido e defina a data de instalação da comissão, processo que pode ser acelerado ou atrasado dependendo da articulação política.
A criação da CPI representa uma das principais apostas da oposição para 2026, ano eleitoral, com objetivo de manter o tema do Banco Master em evidência e pressionar o governo federal, especialmente em meio a outras investigações paralelas na PF e no MPF sobre o caso. O governo e aliados do Planalto ainda não se manifestaram oficialmente sobre o requerimento.
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