O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começará a despachar do gabinete que pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na sede nacional do Partido Liberal, localizada no centro de Brasília.
A sala, situada no 9º andar do Complexo Brasil 21, permaneceu vaga desde que o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), em agosto de 2025, e posteriormente transferido para regime fechado em novembro, cumprindo pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
No PL, a mudança é interpretada como um sinal claro de que Flávio assume o papel de herdeiro do bolsonarismo e avança como pré-candidato oficial da sigla ao Palácio do Planalto. A ocupação reforça a continuidade do legado familiar dentro da legenda, especialmente após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e a preterição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para a disputa presidencial — ela foi indicada pelo marido para concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.
Flávio deve iniciar o uso do espaço assim que retornar de viagem aos Estados Unidos, marcando o que aliados descrevem como uma nova etapa da pré-campanha.
Em termos eleitorais, o senador conta com palanques confirmados em cinco estados: Distrito Federal, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, este último o maior colégio eleitoral do país, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Outros oito estados apresentam tendência de apoio, mas sem declaração formal: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Roraima, Goiás, Paraná e Tocantins.
No mapeamento de governadores, Flávio tem respaldo de cinco gestores que comandam 58,3 milhões de eleitores, com taxas de aprovação acima de 50%. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 12 governadores, representando 52,7 milhões de votos, dos quais nove com aprovação superior a 50%. No segundo turno, aliados projetam que Flávio possa chegar a 13 governadores, mantendo Lula com os mesmos 12.
Dois governadores, Eduardo Leite (PSD-RS) e Gladson Cameli (PP-AC), ainda não se posicionaram: o primeiro busca vaga na disputa presidencial, enquanto o segundo responde a processos judiciais e evita engajamento nacional.
A estratégia do PL foca na consolidação de apoios em estados populosos para fortalecer a candidatura de Flávio, que se apresenta como versão mais moderada do pai em encontros com empresários e mercado.
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