Senador Flávio Bolsonaro chora ao falar do pai preso e defende mandato único para presidente em encontro do PL

Pré-candidato à Presidência reúne parlamentares e dirigentes do partido para pedir união contra o PT, sinaliza reconciliação com Nikolas Ferreira e anuncia protocolamento de PEC pelo fim da reeleição
Por: Brado Jornal 25.fev.2026 às 22h00
Senador Flávio Bolsonaro chora ao falar do pai preso e defende mandato único para presidente em encontro do PL
Reprodução / X
Na tarde da quarta-feira (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato ao cargo de presidente da República, promoveu uma reunião fechada com deputados federais, senadores e líderes do Partido Liberal (PL) em Brasília. O objetivo principal foi reforçar a coesão interna da legenda, superar recentes desentendimentos familiares no clã Bolsonaro e mobilizar a base para a campanha eleitoral de 2026.

Durante o discurso, Flávio se emocionou visivelmente ao mencionar a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na unidade Papudinha, descrevendo-o como enfraquecido fisicamente, mas afirmando com convicção que ele estará presente em sua eventual posse em janeiro de 2027. O momento de choro chamou atenção dos presentes.

O senador também anunciou ter protocolado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para extinguir a reeleição presidencial, defendendo um mandato único de cinco anos para o chefe do Executivo. Ele justificou a medida como uma iniciativa de interesse nacional, não pessoal, e declarou: "Protocolei uma PEC para confirmar aquilo que já havia dito, de que o presidente da República deve ser por apenas um mandato. Então faço um gesto público [...] para mostrar que isso não é um projeto pessoal, é um projeto de país". A proposta já conta com o apoio inicial de 14 parlamentares, embora ainda precise de mais assinaturas para avançar (mínimo de 171 deputados ou 27 senadores para protocolamento formal).

Flávio fez questão de demonstrar aproximação com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), sentando-se ao seu lado durante o evento, um gesto interpretado como sinal de pacificação após atritos recentes envolvendo membros da família Bolsonaro, incluindo Eduardo Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Ele enfatizou que divergências passadas ou palavras duras não separariam aqueles que compartilham as mesmas ideias, reforçando a prioridade de derrotar o PT nas urnas.

Nikolas respondeu ao gesto pedindo união em torno da pré-candidatura de Flávio. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o líder da bancada na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), e o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também participaram. Sóstenes resumiu o consenso: "O que nos une é querer derrotar o PT, então estaremos juntos".

Michelle Bolsonaro não esteve presente, alegando que visitava o marido preso, o que tem gerado críticas de alguns aliados de Flávio por falta de apoio explícito à sua pré-campanha.

O parlamentar expressou otimismo com pesquisas que o colocam à frente do ex-presidente Lula (PT) e agradeceu o trabalho dos correligionários, pedindo colaboração para disseminar as bandeiras do partido. Ele esclareceu que o encontro não envolveu cobranças ou repreensões, mas sim reconhecimento e chamado à ação conjunta para "resgatar o Brasil".

O PL, que detém a maior bancada na Câmara (87 deputados) e no Senado (15 senadores), também debateu estratégias para palanques estaduais, com menções a definições em estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Flávio planeja novas reuniões com bancadas regionais e viagens pelo país para fortalecer sua pré-candidatura. À noite, houve um jantar com a bancada do partido.


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