Erika Hilton (PSOL-SP) foi indicada pelo seu partido para assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A escolha ocorreu na segunda-feira (23) e resultou de negociações com outras legendas, o que facilita a aprovação esperada na votação interna do colegiado.
A instalação oficial da comissão está prevista para quarta-feira (4 de março de 2026), data em que também ocorrerá a eleição da mesa diretora, dependendo de despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Caso confirmada, Erika Hilton fará história ao se tornar a primeira parlamentar trans a liderar esse órgão desde sua criação.
A deputada planeja usar o cargo para intensificar discussões sobre políticas de gênero inclusivas, com ênfase no combate ao transfeminicídio, tema urgente no Brasil, que lidera o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans há quase duas décadas. Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) apontam 80 mortes em 2025, redução em relação aos 122 casos de 2024, mas ainda alarmantes.
Erika Hilton destacou a intenção de priorizar pautas que atendam às diversidades femininas, incluindo mulheres negras, indígenas, com deficiência e da população LGBT+.
Ela também pretende fortalecer medidas contra a violência de gênero, ampliar acesso à saúde e melhorar condições no mercado de trabalho.
A parlamentar, eleita em 2022 com expressiva votação em São Paulo, já atua como 3ª vice-presidente da comissão desde agosto de 2025 e é reconhecida por liderar agendas progressistas, como a PEC que extingue a escala 6x1 de trabalho.
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