Afastados prefeito e vice de Macapá em investigação sobre fraudes em obras de hospital

A operação Paroxismo da Polícia Federal resultou no afastamento do prefeito e do vice de Macapá, com buscas em endereços ligados ao chefe do Executivo
Por: Brado Jornal 04.mar.2026 às 10h18
Afastados prefeito e vice de Macapá em investigação sobre fraudes em obras de hospital
Foto: Isadora Pereira/g1
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (4) a segunda fase da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de irregularidades em licitações na área da saúde em Macapá (AP). O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento temporário de servidores públicos, incluindo o prefeito Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito Mario Neto (Podemos), pelo período inicial de 60 dias.

A medida acompanha o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). Entre os endereços alvo em Macapá estão locais ligados ao prefeito, como sua clínica particular.

Alvos e esquema investigado

Entre os afastados estão também a secretária de saúde Erica Aymoré e o presidente da comissão permanente de licitação da prefeitura. As investigações apontam para um possível esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, com foco no contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde para o projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.

De acordo com a PF, há indícios de direcionamento de licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O hospital é uma das principais obras de infraestrutura na capital, com orçamento estimado em cerca de R$ 70 milhões.

O que diz a PF

Segundo a Polícia Federal, o grupo teria atuado para manipular o processo licitatório e garantir vantagens indevidas em contratos milionários. Além disso, há suspeita de que parte dos recursos destinados à obra tenha sido desviada e posteriormente lavado por meio de movimentações financeiras irregulares.

A operação busca esclarecer se o projeto foi utilizado como instrumento para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários. A primeira fase da Paroxismo ocorreu em setembro de 2025, com buscas semelhantes, e esta etapa visa aprofundar as apurações, inclusive envolvendo recursos de emendas parlamentares federais.

A investigação continua em andamento.


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