O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, declarou nesta quarta-feira (18 de março de 2026) que ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, assumiu abertamente o papel de principal opositor ao presidente Lula no estado.
A declaração veio após encontro ocorrido na terça-feira (17), em Brasília, entre ACM Neto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Para o dirigente petista, a reunião e a foto divulgada do momento simbolizam a consolidação de uma aliança entre o carlismo e o bolsonarismo na Bahia.
Segundo Éden Valadares, o gesto põe fim a qualquer dúvida: “ACM Neto assumiu ser o anti-Lula na Bahia”. Ele destacou que o ex-prefeito de Salvador abandona a postura de neutralidade adotada nas eleições gerais de 2022, quando optou por não se posicionar explicitamente nem a favor de Lula nem de Bolsonaro para preservar votos.
Agora, na avaliação do secretário, Neto “abraça Valdemar da Costa Neto”, assume campanha em prol de Flávio Bolsonaro e se coloca como adversário direto de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner, do ex-governador Rui Costa e de todo o grupo petista no estado.
“Se restava alguma dúvida, se alguém ainda não acreditava, o assunto está encerrado”, afirmou Éden. “A reunião, e sobretudo a foto da reunião, foi muito emblemática e fala por si só. ACM Neto abandona o ‘tanto faz’, assume a campanha de Flávio Bolsonaro, abraça Valdemar da Costa Neto e se apresenta como o adversário de Lula, como o inimigo de Jerônimo, Wagner, Rui, o candidato contra o time de Lula.”
O petista ressaltou que não pretende interferir nas escolhas do campo adversário, mas considera positivo o esclarecimento de posições. “Eu não sou conselheiro de grupo adversário, mas como dirigente político posso comentar que dessa forma, cartas na mesa e sem teatro, a disputa fica melhor.”
Ele comparou com 2022, quando ACM Neto “subiu no muro e não teve posição de liderança”. Desta vez, ao se declarar integralmente contra Lula, segundo Éden, facilita a delimitação clara dos projetos em confronto: de um lado o PT e aliados, do outro ACM Neto aliado a Bolsonaro.
“Agora, ao assumir ser inteiramente contra Lula, fica mais fácil passar um risco no chão e a sociedade baiana identificar os dois distintos projetos em disputa. De um lado a gente, do outro ACM com Bolsonaro”, concluiu o secretário.
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