O prefeito de Salvador, Bruno Reis, do União Brasil, respondeu nesta segunda-feira, 4 de maio, às críticas feitas por adversários do PT durante o lançamento da campanha Maio Laranja. O gestor municipal defendeu a primeira-dama Rebeca Cardoso, que havia gravado um vídeo alertando sobre o surto de dengue em Uauá, e aproveitou para fazer duras críticas à administração estadual na área da saúde.
Bruno Reis acusou o ex-governador Rui Costa de faltar com a verdade ao falar sobre a infraestrutura de saúde na capital baiana. Segundo o prefeito, o petista cria números e distorce a realidade sobre a maternidade municipal. Ele lembrou que, em 20 anos de gestões petistas, nenhuma maternidade foi entregue em Salvador.
O prefeito apresentou números concretos sobre a Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches, inaugurada há pouco tempo. A unidade já realizou 154 atendimentos, sendo que 75% deles foram de pacientes vindos do interior da Bahia. Bruno Reis citou o caso da primeira paciente a dar à luz na nova maternidade: uma mãe de Itaparica que não encontrou vaga em nenhuma unidade estadual e foi atendida no equipamento municipal.
O gestor também apontou falhas na rede estadual que, na avaliação dele, sobrecarregam o sistema da prefeitura. Entre os problemas citados estão atrasos no pagamento de salários em dez hospitais baianos e o risco de greve na maternidade José Maria Magalhães. Além disso, ele criticou a demora na regulação feita pelo governo do estado, o que acaba lotando as UPAs municipais com pacientes que não conseguem vagas nas unidades estaduais.
Bruno Reis fez comparações com o passado. Quando o PT governava a cidade, a cobertura da atenção básica era de apenas 18%. Hoje, segundo ele, o índice chega a 70% em Salvador e ultrapassa 80% em áreas mais vulneráveis, como o Subúrbio. A atual administração também conta com três hospitais próprios, enquanto antes não existia nenhum.
Sobre as críticas direcionadas à primeira-dama, o prefeito considerou as reações desproporcionais. Ele descreveu a gravidade da situação em Uauá, que enfrenta mais de dez dias de surto de dengue, com casos hemorrágicos, óbitos e dificuldades de regulação. Bruno Reis relatou casos dramáticos, como o de uma adolescente de 14 anos sangrando e uma criança de 7 anos em estado grave sem acesso rápido a atendimento. “Minha esposa falou como cidadã que conhece a realidade e pediu apoio de forma respeitosa”, afirmou.
Para o prefeito, o governo estadual prefere negar os problemas e atacar em vez de apresentar soluções. Ele defendeu que admitir as dificuldades é essencial para encontrar respostas efetivas e dar suporte à população.
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