Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, compartilhou nesta terça-feira (2) fotos do encontro que teve com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Salão Oval. A publicação ocorreu na rede Truth Social e incluiu elogios ao político brasileiro, descrito como “um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.
A postagem veio sete dias depois da reunião, realizada em 26 de maio, e apenas um dia após o governo americano anunciar a proposta de tarifa de 25% sobre diversos produtos importados do Brasil. Nas imagens, Trump aparece conversando com Flávio, enquanto Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo estão sentados ao lado.
O anúncio da medida tarifária foi divulgado na segunda-feira (1º) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A decisão baseou-se em investigação que apontou práticas comerciais consideradas desleais pelo Brasil, incluindo questões relacionadas ao Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. A aplicação final da tarifa ainda depende de decisão pessoal de Trump.
Durante o encontro na Casa Branca, o tema das facções criminosas brasileiras foi central. Dias depois, em 28 de maio, o governo americano anunciou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) serão classificados como organizações terroristas a partir de 5 de junho. Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido a medida e creditou ao secretário de Estado Marco Rubio o atendimento do pleito, embora os EUA tenham negado qualquer influência direta do senador.
Sobre as tarifas, o senador declarou que solicitou diretamente a Trump que não aplicasse a sobretaxa. “Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai colaborar com vocês. Vamos incentivar o nosso agro, o Pix, o etanol. Podemos sentar de igual pra igual”, disse ele em entrevista à rádio Itatiaia.
Do lado brasileiro, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a proposta tarifária tem motivação política. O Planalto prepara uma nota oficial de resposta, prevista para esta terça-feira, e considera que o embate pode favorecer o governo no debate público, sem necessidade de contestar cada acusação ponto a ponto.
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