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Eduardo Fischer, o marqueteiro de Flávio Bolsonaro, ameaça deixar o cargo em meio a tensões com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

Fischer, que assumiu o posto após a saída de Marcello Lopes em meio à crise do caso Vorcaro/Dark Horse, teria expressado frustração direta com o que considera “besteiras” repetidas pelo irmão do senador e pelo blogueiro radicado nos EUA
Por: Brado Jornal 08.jul.2026 às 14h38 - Atualizado: 08.jul.2026 às 15h38
Eduardo Fischer, o marqueteiro de Flávio Bolsonaro, ameaça deixar o cargo em meio a tensões com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

O publicitário Eduardo Fischer, contratado em maio como consultor estratégico de comunicação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vive um momento de forte insatisfação interna. Segundo informações obtidas por pessoas próximas ao núcleo da campanha, o experiente profissional — responsável por clássicos como “Brahma Número 1” e com passagem pela campanha de Álvaro Dias em 2018 — teria confidenciado a aliados que não suportaria continuar caso Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo persistam em críticas aos Estados Unidos.

Fischer, que assumiu o posto após a saída de Marcello Lopes em meio à crise do caso Vorcaro/Dark Horse, teria expressado frustração direta com o que considera “besteiras” repetidas pelo irmão do senador e pelo blogueiro radicado nos EUA. Fontes do círculo de Fischer relatam que ele já teria dito textualmente: “Se eles continuarem falando besteiras dos EUA, eu não fico. Entrego o cargo”.

O marqueteiro também manifestou desconforto pessoal com ambos. De acordo com relatos, ele “não suporta” Paulo Figueiredo — apelidado internamente no grupo de Fischer de “tamborete”, em referência à baixa estatura do influenciador, que mantém lives diárias comentando os bastidores do bolsonarismo. O mesmo incômodo se estende a Eduardo Bolsonaro, visto como uma fonte constante de ruído para a estratégia de imagem que Fischer tenta construir para Flávio, mais moderada e profissional.

Ainda segundo as mesmas fontes, Fischer já teria aconselhado Flávio Bolsonaro a se afastar publicamente do irmão Eduardo, sugerindo que a associação prejudica a viabilidade da candidatura. O senador, no entanto, faria questão de não acatar o conselho, mantendo laços estreitos apesar das divergências táticas.

O ponto de maior tensão recente ocorreu durante o último evento do USTR (United States Trade Representative), nos Estados Unidos. A presença de Eduardo Bolsonaro sentado ao lado de Flávio foi vista pela equipe de Fischer como uma “bomba”. O episódio teria reforçado a percepção de que a imagem do pré-candidato fica refém das atuações mais radicais do irmão e de Figueiredo, que pressionam por pautas de sanções americanas e confrontos com instituições brasileiras.

Fischer chegou à campanha com “carta branca” para profissionalizar a comunicação e ampliar o alcance de Flávio além da base bolsonarista raiz. Sua experiência de décadas no mercado, com prêmios como Publicitário do Ano, era vista como trunfo para dar “roupagem adequada” ao senador. No entanto, as rusgas internas ameaçam minar esse esforço logo nos primeiros meses.

O publicitário divide funções com Alexandre Oltramari, mas carrega o peso estratégico. Aliados próximos afirmam que ele busca uma linha mais institucional e menos dependente dos flancos radicais do bolsonarismo — exatamente o oposto do que Eduardo e Figueiredo representam nos EUA.

Fontes consultadas pediram sigilo, citando o ambiente sensível da campanha. O desenrolar dessa relação entre o marqueteiro veterano e o núcleo duro da família deve definir o tom dos próximos meses na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.



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