Venezuela revoga licenças de seis companhias aéreas por paralisação de rotas

Governo de Maduro acusa empresas de aderir a 'terrorismo de Estado' dos EUA em meio a escalada de tensões bilaterais
Por: Brado Jornal 27.nov.2025 às 09h26
Venezuela revoga licenças de seis companhias aéreas por paralisação de rotas
Foto: JUAN BARRETO / AFP
Em meio ao agravamento das disputas entre Caracas e Washington, o governo venezuelano determinou na quarta-feira (26 de novembro de 2025) a cassação das autorizações operacionais de seis transportadoras aéreas estrangeiras que interromperam seus serviços no território nacional. A medida, formalizada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (Inac) e divulgada no Diário Oficial nº 43.264, veio após um prazo de 48 horas concedido para a reativação das atividades, sob risco de perda das permissões.

A decisão oficial atribui a interrupção das rotas a uma suposta alinhamento das empresas com as "ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos EUA", que teriam motivado a paralisação unilateral das operações na República Bolivariana da Venezuela. Dentre as companhias impactadas, destaca-se a brasileira Gol Linhas Aéreas, que integrou a lista das seis afetadas. A Latam, por sua vez, teve cassada apenas a operação vinculada à Colômbia, sem que isso atinja diretamente os voos partindo do Brasil para o país sul-americano.

As suspensões ocorreram nos dias 23 e 24 de novembro de 2025, desencadeadas por um alerta emitido pela Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), que apontou "atividade militar intensificada" na região e falhas nas garantias de segurança no espaço aéreo venezuelano. Esse comunicado coincidiu com uma série de ações americanas que Caracas interpreta como provocativas, incluindo o deslocamento de um porta-aviões para o Caribe, o elevamento da recompensa pela captura de Nicolás Maduro para US$ 50 milhões com o presidente classificado como "líder terrorista global" do suposto Cartel de los Soles e pelo menos 21 ataques militares contra navios no Caribe e no Pacífico, resultando em 83 mortes e vistos por Maduro como manobras para forçar sua renúncia.

Essa revogação agrava o embate diplomático entre as nações, especialmente sob o novo contexto da administração Trump, marcada por declarações ambíguas sobre negociações com o líder chavista e a possibilidade de mobilização de forças armadas, sem excluir cenários de confronto aberto. O episódio reforça o isolamento aéreo da Venezuela, já afetado por restrições anteriores, e pode complicar ainda mais o tráfego regional em um momento de instabilidade geopolítica no continente.


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