Trump rejeita exigências de Maduro e dá prazo de uma semana para ele deixar a Venezuela

Ligação telefônica de 21 de novembro expôs condições do líder chavista para sair do poder; ultimato venceu na sexta-feira e EUA fecharam espaço aéreo venezuelano
Por: Brado Jornal 02.dez.2025 às 09h04
Trump rejeita exigências de Maduro e dá prazo de uma semana para ele deixar a Venezuela
Fotos Juan Barreto-Andrew Caballero-Reynolds-AFP
Fontes próximas à conversa revelaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou quase todas as condições apresentadas por Nicolás Maduro para abandonar o poder e abandonar o país com garantias.

Durante uma ligação de menos de 15 minutos no dia 21 de novembro, Maduro teria pedido anistia total para si próprio, seus familiares e mais de cem altos funcionários do regime, além do arquivamento do processo que enfrenta no Tribunal Penal Internacional e o levantamento de todas as sanções americanas impostas a autoridades venezuelanas acusadas de corrupção, tráfico de drogas e violações de direitos humanos.

O líder chavista também sugeriu que a vice-presidente Delcy Rodríguez comandasse um governo de transição até a realização de novas eleições, segundo duas das fontes.

Trump negou a maior parte das exigências, mas ofereceu a Maduro e sua família uma passagem segura para deixar a Venezuela em até sete dias, com destino à escolha do próprio ditador. O prazo terminou na sexta-feira (28 de novembro). Como Maduro permaneceu no poder, o presidente americano anunciou no sábado o fechamento do espaço aéreo venezuelano, informaram duas fontes.

O Miami Herald havia divulgado parte dos detalhes da conversa anteriormente, mas o ultimato de uma semana não tinha sido revelado até agora.

A Casa Branca e o governo venezuelano não comentaram oficialmente o conteúdo da ligação. Trump apenas confirmou no domingo que falou com Maduro, sem entrar em detalhes. Nesta segunda-feira (1º), ao discursar para simpatizantes, Maduro declarou “lealdade absoluta” ao povo venezuelano.

Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente legítimo desde 2019 e consideram fraudulenta sua reeleição em 2024. Washington mantém recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Maduro e US$ 25 milhões por Diosdado Cabello e outros altos funcionários indiciados por narcotráfico.

Três fontes afirmaram que o regime venezuelano voltou a pedir uma nova conversa com Trump. Uma autoridade americana de alto escalão disse que, apesar das diferenças ainda grandes, uma saída negociada para Maduro não está sendo discutida internamente, mas sem avanços concretos até o momento.


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