Regime iraniano em crise: líderes transferem bilhões para Dubai em meio a protestos massivos

Relato de canal israelense revela movimentações financeiras de alto escalão, sinalizando possível fuga ante colapso econômico e político
Por: Brado Jornal 14.jan.2026 às 20h02
Regime iraniano em crise: líderes transferem bilhões para Dubai em meio a protestos massivos
Reprodução
Em um momento de intensas tensões no Irã, marcado por protestos generalizados, colapso da moeda nacional e ameaças de intervenção internacional, um relatório do Canal 14 de Israel trouxe à tona alegações de que altos funcionários do regime islâmico, incluindo o filho do Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei, transferiram US$ 1,5 bilhão para contas de custódia em Dubai nos últimos dois dias. A notícia, divulgada em um vídeo que viralizou nas redes sociais, sugere preparativos para uma possível fuga dos líderes iranianos, enquanto o país enfrenta uma das piores crises de sua história recente.

O vídeo, exibido no programa de notícias do Canal 14 e apresentado pelo repórter Danny Balzada, detalha como Mojtaba Khamenei, filho do Líder Supremo e apontado como potencial sucessor, teria orquestrado a transferência de fundos massivos para contas em Dubai. De acordo com a reportagem, os recursos foram movidos por meio de bancos no Líbano, que estariam à beira do colapso, com cidadãos locais tentando desesperadamente sacar seu dinheiro. A tela do estúdio mostra imagens de notas de dinheiro e retratos de líderes iranianos, com legendas em hebraico destacando "Colapso dos Bancos no Líbano" e discussões sobre lavagem de dinheiro via criptomoedas convertidas em espécie.

Essa revelação surge em um contexto de caos interno no Irã. Desde o final de dezembro de 2025, protestos explodiram em todo o país, inicialmente motivados pelo colapso da moeda rial, que desvalorizou 95% em uma noite, passando de cerca de 42 mil por dólar para até 1,5 milhão por dólar em janeiro de 2026. A inflação galopante, combinada com sanções internacionais e o impacto de uma guerra de 12 dias com Israel em junho de 2025, na qual os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas, agravou a situação econômica. Relatos indicam que mais de 2.500 pessoas morreram na repressão aos manifestantes, com o chefe do judiciário iraniano sinalizando julgamentos rápidos e execuções para os detidos.

O regime acusa os EUA e Israel de orquestrarem os distúrbios, chamando os manifestantes de "terroristas armados". Em resposta, o Irã emitiu alertas a vizinhos como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia, afirmando que bases americanas em seus territórios seriam alvos caso Washington interviesse. O presidente dos EUA, Donald Trump, repetidamente alertou sobre ações militares contra a matança de civis pacíficos, enquanto os EUA retiraram parte de seu pessoal de bases no Oriente Médio. Oficiais israelenses avaliam que uma intervenção americana pode ocorrer nas próximas 24 horas, embora o escopo e o timing permaneçam incertos.

Analistas apontam que as transferências para Dubai não são isoladas. Relatórios anteriores, como um do Wall Street Journal em novembro de 2025, revelaram que o Irã usou redes financeiras em Dubai para funilar centenas de milhões de dólares ao Hezbollah no Líbano, contornando sanções. Outros casos incluem movimentações de bilhões pela Guarda Revolucionária Iraniana via exchanges de criptomoedas no Reino Unido e esquemas de lavagem envolvendo cartões pré-pagos Visa e Mastercard por milícias iraquianas. Esses padrões sugerem uma estratégia de longo prazo para proteger ativos do regime em meio a instabilidades.

Enquanto isso, especulações sobre o futuro de Khamenei crescem. Fontes indicam que planos de sucessão estão em andamento, com o líder de 86 anos possivelmente acelerando a transição para evitar uma queda caótica. No entanto, aliados do Golfo de Trump, como os Emirados Árabes Unidos, opõem-se a bombardeios americanos, temendo que Israel, visto como uma ameaça regional maior que o enfraquecido Irã, possa desestabilizar ainda mais a área.

Israel, por sua vez, intensificou ações contra o Irã, incluindo a destruição da sede da televisão nacional iraniana, e emitiu alertas para que funcionários de canais locais evacuassem edifícios. O regime iraniano respondeu com ameaças diretas à mídia israelense.Essa crise representa um ponto de inflexão para o Oriente Médio. Se o regime cair, poderia reconfigurar alianças regionais, mas uma intervenção estrangeira arrisca um conflito mais amplo. Enquanto o mundo observa, o povo iraniano continua nas ruas, exigindo mudanças em um sistema que, segundo opositores, prioriza o poder sobre o bem-estar da nação.


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