André Ventura desponta como favorito nas sondagens para as presidenciais em Portugal que acontecem neste domingo

Líder do Chega lidera intenções de voto em várias pesquisas recentes, com forte chance de ir à segunda volta contra nomes como António José Seguro ou João Cotrim Figueiredo
Por: Brado Jornal 18.jan.2026 às 14h22
André Ventura desponta como favorito nas sondagens para as presidenciais em Portugal que acontecem neste domingo
Horacio Villalobos/Getty Image
André Ventura, líder do partido Chega e candidato à Presidência da República Portuguesa, emerge como o principal destaque nas eleições deste domingo (18). Em diversas sondagens publicadas nas últimas semanas, o populista de direita radical aparece consistentemente à frente nas intenções de voto, com percentuais entre 18% e 24%, dependendo do instituto.

De acordo com agregações de sondagens (como as do Público e modelos estatísticos semelhantes), Ventura tem cerca de 80% de probabilidade de avançar para a segunda volta, prevista para 8 de fevereiro caso nenhum alcance maioria absoluta na primeira. Em simulações de mundos paralelos baseadas em dados recentes, ele passa ao segundo turno em quatro de cinco cenários possíveis. Seus votos são os mais consolidados: cerca de 74% dos eleitores que pretendem votar nele afirmam que não mudam de ideia.

Principais concorrentes incluem:

António José Seguro (apoiado informalmente pelo PS), que empata ou fica próximo de Ventura em várias pesquisas (cerca de 20-23%);
João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal), com crescimento recente para 14-19%;
Luís Marques Mendes (PSD/CDS), que oscila na casa dos 15-16%;
Henrique Gouveia e Melo (independente), que perdeu força nas últimas medições.

Ventura, de 43 anos, anunciou a candidatura em setembro de 2025, apesar de inicialmente relutar, alegando que o líder da oposição não deveria priorizar Belém. Ele apresenta-se como "antissistema", prometendo "ordem", combate à imigração descontrolada, defesa de "Deus, Pátria, Família e Trabalho" e ajuste de contas com a história portuguesa. Seu discurso nacionalista e punitivo mobiliza eleitores jovens e descontentes, mas gera alta rejeição, especialmente em cenários de segunda volta, onde enfrenta dificuldades contra candidatos de centro ou esquerda.

A campanha de Ventura foi marcada por polêmicas, como a ordem judicial para remover cartazes considerados discriminatórios contra ciganos (com multa diária de €2.500 por poster) e críticas de adversários que o acusam de fazer parte do "sistema" que critica. Ele rebateu, defendendo que é preciso "pôr regras em Portugal" e que votar em outros candidatos seria "inútil" ou alinhado ao establishment.Com 11 candidatos no total (um recorde), a eleição ocorre em contexto de instabilidade: o governo de Luís Montenegro caiu recentemente, levando a legislativas antecipadas em março. Marcelo Rebelo de Sousa encerra o mandato sem direito a terceiro consecutivo. Analistas apontam que uma vitória ou presença forte de Ventura no segundo turno reforçaria o crescimento do Chega como segunda força política nacional.

As urnas abrem às 8h e fecham às 19h (horário local). A abstenção costuma ser alta nas presidenciais, mas o clima polarizado pode elevar a participação. Resultados preliminares devem sair ainda na noite de domingo.


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