O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22) a criação do "Conselho da Paz", órgão internacional proposto para coordenar a reconstrução e a governança da Faixa de Gaza após o conflito com Israel.
A cerimônia ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em um auditório com capacidade para 1.300 pessoas, mas com dezenas de cadeiras vazias e sem fila de entrada minutos antes do início.
Trump, que presidirá o conselho, convidou lideranças de cerca de 60 países para participar, incluindo Brasil, Rússia, Israel, Arábia Saudita, Egito, Vietnã e Argentina, representada pelo presidente Javier Milei, presente na assinatura.
O órgão visa atuar na manutenção da paz, financiamento, segurança e articulação política em Gaza durante um período de transição pós-cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
A iniciativa faz parte da segunda etapa do plano de paz proposto pelos EUA para encerrar a guerra na região.Durante o evento, Trump criticou a ONU, afirmando: "Eu nunca nem falei com eles". Ele pregou diálogo, inclusive com a organização internacional, mas destacou que o conselho atuará independentemente.
"Faremos o que quisermos", declarou o presidente americano, enfatizando a autonomia do novo órgão.
Trump também mencionou que "todos querem fazer parte", apesar da baixa adesão observada.
Países europeus como França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Suécia e Itália rejeitaram o convite, expressando preocupação com a tentativa de suplantar mecanismos multilaterais como a ONU e o Conselho de Segurança.
A comunidade internacional teme que o conselho interfira em resoluções existentes sobre o conflito israelo-palestino.
O lançamento ocorreu em um momento de tensões globais, com Trump em Davos defendendo políticas unilaterais, incluindo ameaças de tarifas comerciais e a controvérsia sobre a Groenlândia.
O Brasil, convidado, ainda não respondeu oficialmente ao convite para integrar o conselho. O evento foi transmitido ao vivo por veículos como CNN e repercutiu em tempo real nas redes sociais, com debates sobre o impacto do órgão na ordem mundial.
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