O presidente da China, Xi Jinping, manteve uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na madrugada que separou a quinta-feira 22 de janeiro da sexta-feira 23 de janeiro de 2026. De acordo com o comunicado oficial divulgado pela agência estatal Xinhua, o diálogo tratou principalmente da necessidade de os dois países fortalecerem o papel central da Organização das Nações Unidas em meio a um cenário global considerado turbulento e incerto.
Xi Jinping afirmou que China e Brasil, como nações influentes do Sul Global, têm responsabilidade de atuar como forças construtivas para preservar a paz, promover a estabilidade mundial e avançar na reforma da governança internacional. Ele defendeu que ambos os lados permaneçam firmes no “lado correto da história”, protegendo os interesses compartilhados e garantindo a equidade e a justiça nas relações globais, com a ONU ocupando posição central nesse processo.
O presidente chinês recordou os avanços obtidos desde 2024, quando as relações bilaterais foram elevadas ao patamar de comunidade de futuro compartilhado, com foco em construir um mundo mais justo e um planeta mais sustentável. Ele destacou que o alinhamento entre as estratégias de desenvolvimento dos dois países se intensificou e serviu de modelo de cooperação entre nações em desenvolvimento. Xi mencionou ainda o início do 15º Plano Quinquenal da China, que aposta em crescimento de alta qualidade e maior abertura externa, o que abriria novas portas para parcerias amplas e mutuamente vantajosas com o Brasil.
Lula respondeu reafirmando o interesse em aprofundar ainda mais a colaboração bilateral e as conexões entre a China e a América Latina. Ele lembrou que a visita de Xi ao Brasil em 2024 marcou um salto qualitativo nas relações e gerou resultados concretos em várias áreas. O presidente brasileiro expressou disposição para trabalhar junto com a China na defesa do multilateralismo, na promoção do livre comércio e no fortalecimento do BRICS. Diante das preocupações com o atual contexto internacional, Lula sinalizou que os dois países devem colaborar estreitamente para manter a autoridade das Nações Unidas e contribuir para a paz e a estabilidade em âmbito regional e mundial.
A ligação acontece em um momento de questionamentos sobre iniciativas que possam competir com o sistema da ONU. No dia 15 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação do Conselho da Paz, órgão concebido inicialmente para supervisionar o término de conflitos na Faixa de Gaza e acompanhar a reconstrução da região. Trump já indicou que o conselho não teria caráter temporário e poderia, no futuro, assumir funções hoje desempenhadas pela ONU. O líder americano se colocou como presidente vitalício do novo conselho, com poder exclusivo de veto. Convites para participação foram enviados a diversos países, entre eles China e Brasil.
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