O eurodeputado espanhol Jorge Buxadé, do partido de direita Vox, causou polêmica ao defender deportações imediatas para quem atacar igrejas católicas, sinagogas ou comunidades judaicas. A declaração ocorreu durante a sessão plenária do Knesset, o parlamento israelense, no dia 26 de janeiro, como parte da 2ª Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, intitulada "Generation Truth".
O evento, organizado pelo Ministério dos Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel, sob liderança do ministro Amichai Chikli, reuniu cerca de 20 políticos internacionais para discutir o aumento do antissemitismo, especialmente após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Na declaração, Buxadé afirma: "Ataques a igrejas católicas ou sinagogas, ou comunidades judaicas, devem levar à deportação imediata para o país de origem ou um terceiro país seguro". Ele ainda propõe a "reimigração", um termo para repatriamento forçado, de todos que vivem de assistência social e subsídios, argumentando que o trabalho não é apenas uma forma de ganhar dinheiro, mas um meio de participação na comunidade.
Buxadé, vice-presidente do Vox e eurodeputado desde 2019, expandiu sua crítica ao islamismo radical durante o discurso completo.
Ele afirmou que "centenas de cidades na Europa já estão nas mãos de líderes muçulmanos" e que o "islamismo se alimenta de comunidades muçulmanas fechadas", com separatismo político crescendo no coração da Europa.
Ele defendeu a dissolução de organizações que ameaçam a ordem pública e a deportação de quem rejeita valores nacionais, atribuindo o antissemitismo a falhas em políticas de integração e ao radicalismo islâmico.
A conferência "Generation Truth", realizada de 26 a 27 de janeiro no Centro Internacional de Convenções de Jerusalém (Binyanei Ha’uma), foca em combater o antissemitismo e a negação do Holocausto, promovendo estratégias práticas entre parlamentares, acadêmicos e influenciadores.
Temas centrais incluem o declínio da educação sobre o Holocausto (como a queda de 60% nas escolas britânicas que marcam o Dia da Memória do Holocausto), algoritmos de ódio nas redes sociais, radicalização no Ocidente e o uso de termos como "ocupação" para justificar o antissemitismo.
O evento conta com palestrantes como o presidente israelense Isaac Herzog, o primeiro-ministro albanês Edi Rama, o ex-primeiro-ministro australiano Scott Morrison e o senador brasileiro Flávio Bolsonaro, entre outros.
Outros oradores ecoaram preocupações semelhantes. O ministro Chikli descreveu o aumento do antissemitismo pós-7 de outubro como uma "luta civilizacional" entre nações ocidentais e o islamismo jihadista, criticando a erosão da clareza histórica. O sueco Mattias Karlsson acusou partidos de esquerda de financiar a Autoridade Palestina apesar de laços com terrorismo, enquanto o francês Fabrice Leggeri, do Rassemblement National, defendeu designar a Irmandade Muçulmana como organização terrorista.
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