Rubio alerta Delcy Rodríguez que pode ter destino igual ao de Maduro

Secretário de Estado americano adverte vice-presidente venezuelana que EUA não hesitarão em agir contra figuras do regime chavista, após captura de Maduro em operação militar
Por: Brado Jornal 28.jan.2026 às 09h18
Rubio alerta Delcy Rodríguez que pode ter destino igual ao de Maduro
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, enviou um aviso direto à vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, afirmando que ela pode enfrentar o mesmo desfecho que o presidente Nicolás Maduro, capturado recentemente em operação militar americana e transferido para território norte-americano.

Em declaração divulgada nesta terça-feira (27 de janeiro de 2026), Rubio destacou que o governo Trump considera Delcy Rodríguez uma das principais figuras do regime chavista envolvidas em corrupção, narcotráfico e violações graves aos direitos humanos.
O secretário reforçou que Washington mantém sanções pessoais contra ela e que qualquer tentativa de obstruir investigações ou de proteger ativos ilícitos pode resultar em medidas mais duras, incluindo captura e julgamento em solo americano.

A advertência ocorre no contexto da operação que levou à prisão de Maduro em território venezuelano, ação justificada pelos EUA como parte da luta contra o que chamam de “narcoditadura” e crime organizado transnacional. Rubio enfatizou que a lista de alvos não se encerra com Maduro e que outros altos dirigentes do chavismo, incluindo Delcy Rodríguez, acusada de facilitar o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, estão sob escrutínio intenso.

A vice-presidente venezuelana, que atua como chanceler de fato e é considerada uma das pessoas mais próximas de Maduro, respondeu por meio de suas redes sociais classificando a declaração como “ameaça imperialista” e “intromissão inaceitável” nos assuntos internos da Venezuela. Ela reiterou a soberania do país e acusou os EUA de promoverem desestabilização regional.

A troca de mensagens intensifica a tensão diplomática entre Washington e Caracas, especialmente após a captura de Maduro ter gerado reações divididas na América Latina: enquanto governos de esquerda (incluindo Brasil e França) condenaram a ação como violação da soberania, o governo americano defende a legitimidade da operação com base em mandados internacionais e na designação do regime como ameaça à segurança nacional.


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