Salvador registrou, ao longo de 2025, diversos casos de vandalismo contra equipamentos viários, como semáforos e sinalizações, concentrados principalmente em três áreas: o bairro do Cabula, a região do Centro Histórico e a Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM). Dados fornecidos pela Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador) ao Bahia Notícias revelam que essas localidades lideraram as estatísticas de interseções afetadas.
A Avenida Silveira Martins, principal corredor do Cabula, destacou-se com nove registros de vandalismo em diferentes pontos, incluindo trechos próximos ao bairro Resgate, à Universidade do Estado da Bahia (UNEB), à Rua Thomaz Gonzaga, em Pernambués, além de estabelecimentos comerciais como Atacadão e Drogaria Drogasil.
O Centro Histórico somou seis interseções danificadas, abrangendo locais como a Avenida Joana Angélica (duas ocorrências), Politeama de Cima, J.J. Seabra, Campo Grande (duas próximas ao TCA) e duas no Viaduto Menininho do Gantois.
Na Avenida ACM, considerada um polo empresarial importante, foram cinco casos, localizados na Rótula do Abacaxi, proximidades do Lar Shopping, Igreja Mundial do Poder de Deus e Assaí Atacadista.
Outras vias com registros incluem a Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), com dois pontos próximos ao Sam’s Club, entrada da Avenida Ogunjá e acesso à Rua Rodolfo Pimentel; a Avenida Barros Reis, com duas interseções (uma na Baixa de Quintas e outra no cruzamento com a concessionária Fiori); e a Avenida Dorival Caymmi, em Itapuã, com dois casos perto da Escola Master Magister.
Registros isolados ocorreram no Largo do Aquidabã (24ª ocorrência, em agosto), Largo do Tanque (25ª, no cruzamento com o Viaduto dos Motoristas, em setembro) e na Avenida Octávio Mangabeira, na interseção com a Avenida Jorge Amado, também em setembro.
Meses com maior incidência
Dezembro destacou-se como o período de maior volume, com seis interseções vandalizadas cerca de 15% do total anual, sendo cinco delas no Cabula, na Rua Silveira Martins (próximo ao Atacadão, duas vezes; saída da Rua Nossa Senhora do Resgate; cruzamento com Rua Thomaz Gonzaga; e próximo à Farmácia Drogasil) e uma na Avenida ACM, perto do Assaí Atacadista.
Março veio em seguida, com cinco casos; janeiro registrou quatro; e fevereiro, abril, setembro, outubro e novembro tiveram três cada. Maio, junho, julho e agosto somaram dois por mês.
Redução nos custos para os cofres públicos
Os prejuízos financeiros causados por esses atos de vandalismo apresentaram tendência de queda entre 2022 e 2025. Em 2022, o valor chegou a R$ 1.627.419,76; em 2023, caiu para R$ 1.260.458,29; em 2024, subiu ligeiramente para R$ 1.392.184,80; e em 2025, reduziu-se para R$ 1.160.011,83.
Esses danos afetam a segurança viária e geram impactos no trânsito, especialmente em áreas de grande fluxo, demandando reparos constantes pela Transalvador.
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