O governador petista Jerônimo Rodrigues reconheceu, durante vistoria na manhã de 12 de janeiro de 2026, que os ambulantes que há anos sobrevivem na passarela da atual Rodoviária de Salvador não serão transferidos para o novo terminal quando ele for inaugurado, em 20 de janeiro.
A declaração foi dada à TV Bahia, revelando mais um capítulo de descaso com os trabalhadores informais por parte do governo do PT na Bahia.
Localizado em Águas Claras, o novo equipamento, anunciado com pompa como solução moderna para o transporte intermunicipal, abrirá as portas sem incluir os camelôs que dependem daquele ponto para o sustento das famílias.
Jerônimo limitou-se a dizer que “conversas” foram feitas com representantes do grupo e que, por acordo, eles ficarão de fora no início das operações.
Sem apresentar cronograma concreto nem garantias reais, o governador prometeu apenas que, em algum momento depois da entrega oficial, seria criada uma “área própria” para os ambulantes, com banheiros exclusivos e estrutura digna.
“Vamos construir um local qualificado, com sanitários específicos”, afirmou, sem explicar por que essa providência não foi planejada desde o começo nem quando, de fato, ela sairá do papel.
A exclusão inicial dos vendedores ambulantes reforça críticas recorrentes à gestão petista, acusada de priorizar obras de fachada enquanto deixa na mão os trabalhadores mais vulneráveis, que há décadas ocupam o espaço público sem receber apoio efetivo do poder público.
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