Deputado Nelson Leal critica início de 2026 como pior momento da gestão Jerônimo

Parlamentar do PP aponta agravamento em segurança, saúde e infraestrutura, obras paralisadas e falta de liderança
Por: Brado Redação 12.jan.2026 às 15h56
Deputado Nelson Leal critica início de 2026 como pior momento da gestão Jerônimo
Foto: Ascom ALBA | Agência ALBA

O deputado estadual Nelson Leal (PP) avaliou neste domingo (11) que o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) chega ao início de 2026 em condições mais graves do que no momento da posse, com agravamento de questões crônicas do estado. A análise, feita no quarto ano da administração, concentra críticas em áreas como segurança pública, saúde e infraestrutura, além de questionar o cumprimento de promessas de campanha.

Na visão do parlamentar, a gestão não conseguiu converter compromissos eleitorais em avanços reais e, em vez disso, permitiu que dificuldades estruturais se intensificassem. Ele aponta limitações na condução das políticas públicas e na execução de projetos prioritários como evidências de uma administração com resultados abaixo do esperado.

A segurança pública aparece como o principal ponto de desgaste. Leal destaca que a Bahia segue no topo dos rankings nacionais de homicídios, com facções criminosas expandindo o controle de territórios, gerando medo generalizado entre a população e registrando execuções de pessoas sem ligação com o crime. “O governo assiste sem apresentar uma estratégia eficaz. A sensação de insegurança só aumenta”, afirmou o deputado, criticando a ausência de ações capazes de reverter o quadro de violência.

Na saúde, o parlamentar classificou a fila da regulação como símbolo da crise no setor. Ele relata que o sistema, responsável por organizar o acesso a consultas, exames e cirurgias na rede estadual, acumula espera diária de pacientes, muitos em estado grave. Para Leal, as demoras nos encaminhamentos revelam fragilidade na estrutura de atendimento e afetam diretamente a qualidade de vida da população.

A infraestrutura também recebeu duras críticas. Com base em dados do Painel de Acompanhamento de Obras Paralisadas do Tribunal de Contas da União, o deputado informou que, das 1.770 obras registradas na Bahia, 926 estão paralisadas, o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão em recursos já repassados. Entre os empreendimentos citados estão a Ponte Salvador–Itaparica, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), intervenções nas BRs 324 e 116 e o Porto Sul. O levantamento indica ainda que apenas 48% das obras em andamento contam com frentes de trabalho ativas.

“Promessas como a Ponte Salvador-Itaparica nunca saíram do papel. Estruturas do antigo Centro de Convenções estão em condições precárias, equipamentos públicos permanecem abandonados e projetos anunciados há décadas seguem sem conclusão”, declarou Leal, reforçando que canteiros existem pelo estado, mas sem progresso efetivo.

O deputado relacionou o cenário atual a obras antigas que continuam sem finalização, como a Fiol e o Porto Sul, além da situação deteriorada do antigo Centro de Convenções de Salvador e de outros equipamentos públicos deixados de lado. Na avaliação dele, esses exemplos comprovam a incapacidade do governo de transformar anúncios em entregas concretas.

Nelson Leal também abordou a percepção política sobre a gestão. Ele mencionou que até aliados do governador, incluindo o senador Jaques Wagner (PT), já descreveram o desempenho de Jerônimo como mediano. “Falta liderança, capacidade de decisão e sobra improviso. Ele não tem condições de enfrentar os desafios complexos da Bahia”, afirmou o parlamentar, associando essa visão à prática administrativa marcada por indecisão e improvisação.

Ao projetar o ano de 2026, Leal descreveu um quadro de retrocesso para o estado, com níveis altos de violência, serviços públicos em colapso e ausência de perspectiva clara de melhoria. “Jerônimo começa 2026 pior do que quando assumiu. A Bahia está mais violenta, com serviços em crise e sem rumo definido. O povo esperava avanços, mas enfrenta um governo mediano que vem agravando a situação”, concluiu o deputado.

Para o oposicionista, o conjunto de indicadores e fatos observados demonstra que a administração não reverteu problemas históricos nem ofereceu soluções consistentes para os principais gargalos do estado.



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