Jornalistas da “EBC” entram em greve

Ação é resposta a plano que cria uma tabela salarial 12% menor para os profissionais da categoria na estatal
Por: Brado Jornal 25.set.2024 às 09h05
 Jornalistas da “EBC” entram em greve

Jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação vão paralisar as atividades nesta quarta-feira (25) e na quinta-feira (26). A greve deve afetar a TV Brasil, a Agência Brasil, a Rádio Nacional e a Rádio MEC. Ainda, veículos como Canal Gov, Agência Gov, a Voz do Brasil, entre outros.

Conforme os sindicatos de jornalistas do Distrito Federal, de São Paulo e do Rio de Janeiro, o movimento é uma resposta à imposição de um novo PCR (Plano de Cargos e Remunerações). Esse plano, disseram as organizações, cria uma tabela salarial 12% menor para jornalistas, em relação a outros cargos de nível superior da estatal, “desfazendo a isonomia atualmente existente”. 

Os jornalistas da EBC pedem que as tabelas salariais de nível superior sejam unificadas.

“Concebida de forma discriminatória, a nova tabela salarial proposta pela direção da ‘EBC’ se baseia na mentalidade de salário-hora, inexistente em outras empresas públicas e privadas, como forma de burlar a legislação que define a jornada específica de jornalistas”, disseram os sindicatos.

Essa é a 2ª greve dos jornalistas da EBC neste mês. “Na 1ª semana de setembro, 95% dos jornalistas da ‘EBC’ aderiram à histórica paralisação de 48 horas, nos dias 3 e 4, em resposta à intransigência direção da empresa, que não quis sequer discutir cenários alternativos para a proposta, tornada pública há apenas cerca de 2 meses”, declararam as organizações.

Segundo os sindicatos, a situação foi discutida com representantes da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República e da Sest (Secretaria de Coordenação e Governança de Empresas Estatais), vinculada ao MGI (Ministério da Gestão e Inovação).

“Em todas as ocasiões, foi colocado que não é interesse dos jornalistas enterrar o PCR ou protelar indefinidamente sua aplicação, mas corrigir as distorções e a burla à CLT presentes na proposta”, disseram os sindicatos.

Eles completaram: “Defendemos a isonomia salarial e a extensão dos direitos já conquistados pelas outras categorias a todas aquelas que ficaram para trás, não só os jornalistas, incluindo, por exemplo, categorias de nível superior como produtores executivos, entre outras, que reúnem centenas de empregados e também estão sendo prejudicadas”.



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