Fabiana Bolsonaro pinta rosto em manifestação contra Erika Hilton

Deputada estadual realiza manifestação na Alesp para criticar indicação de parlamentar federal à presidência de comissão de direitos das mulheres; ato gera acusações de racismo e transfobia
Por: Brado Jornal 18.mar.2026 às 22h15 - Atualizado: 19.mar.2026 às 05h30
Fabiana Bolsonaro pinta rosto em manifestação contra Erika Hilton
Reprodução
A prática de blackface, na qual indivíduos brancos escurecem a pele para imitar pessoas negras, surgiu com destaque nos Estados Unidos durante o século 19, especialmente em espetáculos conhecidos como minstrel shows, onde artistas caricaturavam traços raciais para fins de entretenimento. Grupos antirracistas americanos apontam que essa conduta propagou imagens depreciativas da comunidade negra, como personagens cômicos e subservientes, reforçando preconceitos culturais ao longo da história.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), durante uma sessão realizada nesta quarta-feira (18 de março de 2026), a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) escureceu o rosto com maquiagem marrom como forma de contestar a escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para liderar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

Em seu discurso, Fabiana buscou traçar um paralelo entre identidade racial e de gênero, declarando ironicamente que, após usufruir de vantagens como branca por 32 anos, agora se disfarçava de negra e, portanto, se tornava uma. Ela questionou, em tom sarcástico, o motivo de não poder comandar um colegiado contra o racismo, alegando se identificar como tal.

A deputada Monica Seixas (PSOL) interrompeu o plenário com uma questão de ordem, qualificando a atitude como racismo, transfobia e blackface. Ela demandou a interrupção imediata da reunião e da transmissão ao vivo, além de sanções por incitação ao ódio.

Posteriormente, em postagens nas redes sociais, Monica descreveu o incidente como "extremamente grave" e relatou ter acionado o Comitê de Ética da Casa, além de registrar ocorrência policial para cobrar punição urgente contra Fabiana.

Apesar do sobrenome compartilhado, Fabiana não possui laços familiares com o clã do ex-presidente Jair Bolsonaro. Filha do deputado federal Adilson Barroso (PL), ela incorporou "Bolsonaro" ao nome por razões eleitorais, sinalizando proximidade ideológica, a pedido do antigo chefe do Executivo ao seu genitor.



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