O renomado dramaturgo e roteirista Manoel Carlos, carinhosamente chamado de Maneco, morreu neste sábado, 10 de janeiro de 2026, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A confirmação veio da família por meio da produtora Boa Palavra, administrada por sua filha Júlia Almeida.
O autor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde recebia tratamento para a Doença de Parkinson, diagnosticada em 2018 e que, nos últimos meses, agravou significativamente seus problemas motores e cognitivos. A causa exata do óbito não foi revelada.
O velório será reservado exclusivamente a familiares e amigos próximos.
Com uma trajetória de mais de sete décadas no audiovisual, Manoel Carlos começou nos palcos aos 17 anos como ator e passou por diversas funções na televisão, incluindo produtor, diretor e autor. Sua entrada na TV Globo ocorreu em 1972, como diretor-geral do programa "Fantástico". Ao longo da carreira, escreveu mais de 15 novelas que marcaram gerações, muitas delas ambientadas no bairro do Leblon, seu "quintal" carioca, com protagonistas femininas fortes, frequentemente batizadas de "Helenas".
Entre seus maiores sucessos estão obras como Baila Comigo (1981), Por Amor (1997), Laços de Família (2000), Mulheres Apaixonadas (2003), História de Amor (1995), Felicidade (1991), Corpo a Corpo (1984) e Em Família (2014), sua última novela antes da aposentadoria. Ele é lembrado por criar dramas burgueses emocionantes, cheios de sensibilidade e retratos reais do cotidiano.
Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. Sua partida representa a perda de um dos maiores nomes da televisão brasileira, cujas histórias continuam a emocionar o público e a influenciar novas gerações de autores.
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