A cerimônia realizada no domingo (11 de janeiro) marcou um momento inédito para o Brasil, que conquistou dois prêmios com "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho. O longa levou Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Wagner Moura, aos 49 anos, foi eleito Melhor Ator em Filme de Drama tornando-se o primeiro brasileiro a vencer nessa categoria.
A Variety, importante publicação de entretenimento dos Estados Unidos, enfatizou o caráter histórico da conquista de Moura, o primeiro brasileiro indicado e premiado como Melhor Ator em Filme de Drama. O veículo descreveu a vitória como "uma surpresa" da noite e mencionou que o discurso do ator foi "um pouco emocionado". A publicação lembrou que o feito repete, de certa forma, o de Fernanda Torres, vencedora na edição anterior.
Publicações como The Hollywood Reporter e People também deram destaque ao discurso de aceitação de Wagner Moura no palco. O The Hollywood Reporter citou especificamente a dedicatória do prêmio "para aqueles que se mantêm fiéis aos seus valores em momentos difíceis".
No discurso, Moura explicou que "'The Secret Agent' is a film about memory, or the lack of memory, and generational trauma. I think that if trauma can be passed along generations, values can too. So this is to the ones that are sticking with their values in difficult moments." (tradução aproximada: "O Agente Secreto é um filme sobre memória, ou a falta dela, e trauma geracional. Acho que, se o trauma pode ser transmitido entre gerações, os valores também podem. Então, isso é para aqueles que estão mantendo seus valores em momentos difíceis").
O filme, ambientado no período militar brasileiro dos anos 1970, já havia recebido aclamação em festivais como Cannes e acumula prêmios internacionais. A dupla vitória representa a primeira vez que o Brasil leva dois Globos de Ouro na mesma edição.
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