Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o território brasileiro após permanecer cerca de três semanas no país durante o período de festas de fim de ano.
Ele seguiu para Madri, na Espanha, cidade onde reside desde meados de 2025.
A partida coincide com as apurações em curso pela Polícia Federal (PF) acerca de uma possível ligação dele com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador central de um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Documentos e depoimentos colhidos pela PF mencionam repasses financeiros suspeitos para Lulinha, incluindo a quantia de R$ 25 milhões e uma suposta mesada mensal de R$ 300 mil.
Há ainda registro de uma viagem conjunta para Portugal em novembro de 2024, com custo arcado pelo lobista, além de mensagens de outubro de 2024 que indicam entrega de uma encomenda no endereço de Lulinha, em nome de Renata Moreira, esposa de Antônio Carlos.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que as investigações prosseguem, analisando se Lulinha atuou como “sócio oculto” em negócios relacionados ao grupo.
Até o momento, não há formalização de investigação direta contra ele nem contratação de defesa jurídica, e o filho do presidente não se pronunciou sobre o assunto.
O presidente Lula afirmou que, caso haja irregularidades envolvendo seu filho, ele responderá pelas consequências.
Parlamentares aliados barraram, na CPMI do INSS, tentativas de convocação de Lulinha para depoimento, seguindo orientação do Palácio do Planalto.
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