Documentos recém-desclassificados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgados na terça-feira (4 de fevereiro de 2026), indicam que o financista Jeffrey Epstein manteve contatos e realizou viagens ao Brasil em períodos anteriores à sua prisão definitiva por crimes sexuais.
Os arquivos, parte de um lote maior liberado em sequência desde o início de 2026, revelam registros de voos do avião particular de Epstein (o chamado “Lolita Express”) com destino a cidades brasileiras, além de correspondências e anotações que mencionam interações com empresários, políticos e personalidades do país. Entre os elementos destacados estão:
Registros de pousos e decolagens em São Paulo e Rio de Janeiro entre 2002 e 2008;
Lista de contatos que inclui nomes de figuras do setor financeiro e empresarial brasileiro;
Menções a possíveis investimentos ou parcerias comerciais discutidas com interlocutores locais;
Fotografias e bilhetes que sugerem encontros sociais durante estadias no país.
Os materiais não trazem acusações diretas de crimes cometidos por Epstein em território brasileiro, mas reforçam a extensão internacional de sua rede de influência antes das condenações. As revelações reacendem questionamentos sobre o alcance das atividades do financista fora dos Estados Unidos e possíveis conexões com elites locais.
O Departamento de Justiça americano enfatizou que a liberação dos arquivos segue determinação judicial e faz parte do esforço de transparência no caso Epstein, que continua gerando repercussão global.
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