O Brasil mantém a 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção de 2025, repetindo o pior desempenho histórico

País registra 35 pontos em escala de 0 a 100, com variação insignificante em relação a 2024; Transparência Internacional aponta estagnação, casos de macrocorrupção como INSS e Banco Master, impunidade e condutas questionáveis no STF
Por: Brado Jornal 10.fev.2026 às 09h04
O Brasil mantém a 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção de 2025, repetindo o pior desempenho histórico
Foto: Reprodução/ TV Globo
A organização Transparência Internacional divulgou nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026) o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) referente a 2025, no qual o Brasil obteve 35 pontos, em uma escala que vai de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito limpo), e permaneceu na 107ª colocação entre 182 países e territórios avaliados.

O resultado repete a segunda pior pontuação da série histórica iniciada em 2012, empatando com os anos de 2018 e 2019, e fica apenas um ponto acima dos 34 registrados em 2024, alteração considerada estatisticamente irrelevante pela entidade. Desde 2015, o país se mantém abaixo da média global e da média das Américas, ambas fixadas em 42 pontos no IPC 2025.

Os melhores desempenhos brasileiros ocorreram em 2012 e 2014 (43 pontos cada) e em 2013 (42 pontos), enquanto os piores se concentram nos últimos anos: 34 em 2024, 35 em 2018-2019 e 2025, e 36 em 2023.

Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional, Brasil, comentou o cenário: “Embora o Brasil tenha chamado a atenção internacional em 2025 pela resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia, também chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF”. Ele acrescentou que “a corrupção também corrói profundamente a democracia, e o Brasil precisa, urgentemente, resgatar e priorizar o enfrentamento deste problema”.

No topo do ranking global figuram Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Singapura (84). As piores colocações foram ocupadas por Somália e Sudão do Sul (9 pontos cada) e Venezuela (10 pontos). O indicador reflete a percepção de especialistas e executivos sobre a corrupção no setor público, com base em 13 fontes independentes.


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