Um DJ conhecido por animar festas sofisticadas em destinos turísticos do sul e extremo sul da Bahia tornou-se o principal suspeito no assassinato da ex-namorada, uma promotora de eventos de 39 anos. Daniel Carlos Sobreira de Sousa, de 41 anos, mais conhecido como DJ Danka, tinha forte presença no circuito de casamentos, formaturas e celebrações de alto padrão na região.
Com mais de 10 mil seguidores em redes sociais, ele compartilhava registros de suas apresentações em locais badalados. O relacionamento com Juliana Guaraldi chegou ao fim no final de março, embora o casal tenha continuado morando na mesma residência por algum tempo, conforme relatos de familiares.
O corpo de Juliana foi descoberto no dia 10 de abril de 2026, dentro da casa onde vivia, no distrito de Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro. A vítima estava desaparecida havia três dias sem dar notícias a parentes e amigos. A Polícia Civil apura o caso.
Dois dias depois, em 12 de abril, agentes se deslocaram até Goiânia, em Goiás, para cumprir mandado de prisão temporária contra o DJ. No local, encontraram o corpo de Daniel, com indícios de suicídio. Um dia antes de ser localizado morto, o suspeito havia publicado mensagens nas redes sociais proclamando inocência e afirmando que soubera da morte de Juliana por meio da internet.
A investigação revelou que o DJ já possuía condenação anterior por violência doméstica em São Paulo, embora detalhes específicos não tenham sido divulgados pelas autoridades. A Polícia Civil da Bahia conduz as apurações e confirma que o caso segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias.
Juliana Guaraldi foi sepultada no domingo, 12 de abril, em Arraial d'Ajuda. Não há informações confirmadas sobre o enterro de Daniel Carlos Sobreira de Sousa.
O perfil profissional do suspeito contrastava com o desfecho trágico. Ele era requisitado para eventos de luxo em paraísos turísticos baianos, especialmente no sul do estado, onde a economia gira em torno do turismo e de festas exclusivas. Seus trabalhos incluíam animação musical em celebrações de grande porte, o que lhe garantia visibilidade regional.
Familiares da vítima relataram que o término da relação ocorreu recentemente, mas a convivência sob o mesmo teto se estendeu por mais alguns dias. A polícia ainda analisa elementos como possíveis brigas recentes entre o casal, embora o foco principal permaneça na causa da morte de Juliana e nos movimentos do suspeito nos dias anteriores ao crime.
O caso ganhou repercussão no estado devido à visibilidade do DJ no meio festivo e ao contraste entre sua vida pública ativa e o desdobramento violento da separação. As autoridades baianas mantêm o sigilo sobre detalhes periciais para não prejudicar as investigações em curso.
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