Os custos com mobilidade urbana no Brasil registraram elevações expressivas ao longo de 2025, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE.
O segmento que mais pressionou o orçamento das famílias foi o transporte por aplicativo, com reajuste médio nacional de 56,08%.
Em algumas capitais e regiões metropolitanas, os aumentos foram ainda maiores: Porto Alegre liderou com 83,4%, seguida por Brasília (67,75%) e região metropolitana de Vitória (63,20%).
Outras modalidades também ficaram mais caras: as corridas de táxi subiram 9,46% em média; o transporte público coletivo avançou 9,18%, com picos em Campo Grande (18,08%) e São Paulo (12,31%), enquanto Curitiba teve variação mínima de 0,19%; as tarifas de metrô aumentaram 2,83%; e o transporte escolar registrou alta de 4,23%.
Já as passagens aéreas encareceram 7,85% no ano, com variações acima de 20% em cidades como Campo Grande, Rio Branco e Belo Horizonte, mas quedas em Porto Alegre (-7,89%) e Rio de Janeiro (-7,77%).
Apesar dessas altas pontuais, o grupo Transportes como um todo fechou 2025 com inflação de 3,07%, impactado negativamente por reduções em itens como automóveis usados, pedágios, gás veicular e seguros de veículos.
A inflação geral do país foi de 4,26%, puxada principalmente por habitação (6,79%), educação (6,22%), despesas pessoais (5,87%) e saúde e cuidados pessoais (5,59%), enquanto alimentação e bebidas desacelerou para 2,95%.
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