O dólar comercial iniciou os negócios desta sexta-feira (13 de março) com pequena desvalorização, cotado a R$ 5,2336 por volta das 9h13, registrando recuo de 0,24%. A movimentação ocorre após a expressiva valorização de 1,67% observada na véspera, quando a moeda fechou a R$ 5,245.
O mercado continua monitorando de perto os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que impulsionaram os preços do petróleo. Ataques iranianos recentes a instalações de óleo e rotas de transporte elevaram temores de interrupções prolongadas no Estreito de Hormuz, principal corredor para 20% do petróleo e gás globais.
A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a oferta mundial pode cair em até 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio parcial da rota. Países produtores do Golfo já reduziram a extração em pelo menos 10 milhões de barris diários, equivalente a cerca de 10% da demanda global. A agência classificou o cenário como potencialmente a maior disrupção de suprimento da história, com recuperação que pode levar semanas ou meses.
Em resposta, a AIE autorizou a liberação recorde de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, incluindo 172 milhões dos Estados Unidos a partir da próxima semana. No entanto, especialistas consideram a medida insuficiente e de efeito tardio, comparando-a a uma "mangueira de jardim" contra um grande incêndio.
Como consequência, o barril do Brent chegou a superar US$ 101 em picos recentes e avançava mais de 8% nesta sessão, cotado próximo de US$ 99. Declarações de autoridades iranianas e do presidente americano Donald Trump reforçaram a tensão geopolítica, com alertas sobre riscos de preços ainda mais elevados e prioridades em conter o programa nuclear do Irã.A alta do petróleo gerou aversão ao risco global, pressionando bolsas e adiando expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que fortaleceu o dólar no exterior. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou medida provisória zerando PIS/Cofins sobre o diesel, instituindo subvenções a produtores e importadores e criando imposto de exportação sobre o petróleo cru, com estimativa de redução de R$ 0,64 no litro na bomba.
Além disso, o IPCA de fevereiro veio em 0,7%, acima do esperado (0,64%), acumulando 3,81% em 12 meses. O dado reforça cautela no Copom, que pode optar por corte menor na Selic (atualmente em 15% ao ano) na reunião da próxima semana, em meio às incertezas inflacionárias agravadas pela crise energética.
📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO e receba os principais destaques do dia em primeira mão
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...