O Bitcoin (BTC) atingiu US$ 74.945 na noite de segunda-feira, o maior patamar desde 17 de março. Na manhã desta terça-feira, a criptomoeda recuou levemente para cerca de US$ 74.400, acumulando alta de 4,8% nas últimas 24 horas.
Desde o início do conflito entre EUA e Irã, em 27 de fevereiro, o Bitcoin acumula ganho de mais de 10%. A moeda digital vinha oscilando em um intervalo curto desde a máxima histórica de US$ 126.000 registrada em outubro.
O otimismo em torno de uma possível negociação de paz entre Estados Unidos e Irã impulsionou o movimento. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã buscou contato com o governo americano para discutir um acordo de paz, mesmo com os EUA mantendo bloqueio naval no Estreito de Ormuz.
Um diálogo entre as equipes de negociação ocorreu em Islamabad no fim de semana, sem resultado final, mas como parte de um processo diplomático em andamento. O Paquistão propôs uma nova rodada de conversas, com possibilidade de retorno das equipes ainda esta semana.
O Bitcoin tem se comportado como um ativo de risco clássico, beneficiando-se da melhora no sentimento geral de risco observada neste mês. A perspectiva de um acordo poderia aliviar os preços do petróleo, favorecendo ativos de risco.
O Ethereum (ETH) subiu 8,6% no período, alcançando mais de US$ 2.370. Já o ouro caiu quase 10% desde 27 de fevereiro, enquanto o S&P 500 ficou praticamente estável no mesmo intervalo.
Operadores monitoram o nível de US$ 75.000 como ponto de atenção imediata. Caso o Bitcoin supere US$ 75.500, cerca de US$ 200 milhões em posições vendidas (shorts) poderiam ser liquidadas, segundo dados da CoinGlass. A maior resistência técnica se concentra na região de US$ 85.500, com um nível relevante para cenário otimista de médio prazo em US$ 79.000.
Os ETFs de Bitcoin à vista listados nos EUA registraram saídas líquidas de US$ 194,5 milhões na segunda-feira, após entradas líquidas de US$ 771,4 milhões na semana anterior.
A MicroStrategy adicionou cerca de 7.800 BTC por meio de seu programa de aquisições contínuas. A Deutsche Börse anunciou a compra de participação de 1,5% na Payward, empresa-mãe da exchange Kraken, por US$ 200 milhões, avaliando a Kraken em US$ 13,3 bilhões. A transação deve ser concluída no segundo trimestre, sujeita a aprovações regulatórias
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