O Banco Master liberou um total de r$ 336 milhões em empréstimos para conselheiros e sócios da empresa de biotecnologia Biomm durante 2024. As transações ocorreram em um período marcado por forte valorização das ações da companhia na bolsa, que subiram mais de 300%.
A operação apresenta semelhanças com outra que está sendo analisada pela Comissão de Valores Mobiliários. A CVM apura possível coordenação para elevar artificialmente os preços de papéis. O caso ganha atenção por envolver um banco em processo de liquidação e uma farmacêutica com participação expressiva do grupo Master.
Até o momento, não há confirmação oficial de irregularidades, mas a proximidade entre os empréstimos e a alta das ações levanta questionamentos sobre transparência e governança. As partes envolvidas ainda não se pronunciaram sobre os detalhes dos financiamentos.
O episódio reforça o debate sobre o papel de instituições financeiras em operações com empresas listadas e o rigor da fiscalização no mercado de capitais. As investigações continuam e podem trazer novas informações nas próximas semanas.
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