A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 80,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (29). O estoque total da dívida chegou a R$ 10,4 trilhões.
O número representa alta de 0,3 ponto percentual em comparação com março. A DBGG engloba os débitos do governo federal, do INSS e das administrações estaduais e municipais.
De acordo com o BC, o principal responsável pelo aumento mensal foi a incorporação dos juros nominais, que contribuíram com 0,9 ponto percentual. A valorização do câmbio atuou no sentido oposto, reduzindo o indicador em 0,2 ponto percentual. A variação do PIB nominal também ajudou a conter a alta, com impacto negativo de 0,3 ponto percentual no mês.
No acumulado de 2026, a dívida bruta avançou 1,7 ponto percentual do PIB. Os juros nominais seguem como o maior fator de pressão, somando 3,3 pontos percentuais de janeiro a abril. As emissões líquidas de títulos contribuíram com mais 0,3 ponto. Em compensação, o crescimento do PIB nominal retirou 1,5 ponto percentual da relação, enquanto a valorização cambial reduziu o indicador em 0,4 ponto.
O indicador é monitorado de perto pelo mercado financeiro e por agências de rating, pois reflete a capacidade de pagamento do Estado e a sustentabilidade das contas públicas.A dívida bruta permanece acima dos 80% do PIB, patamar considerado elevado pelos analistas.
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