Grupo Gennius, dono do Habib’s, entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Pedido aceito pela Justiça de São Paulo envolve 178 empresas do conglomerado; lojas seguem em funcionamento e grupo tem 60 dias para apresentar plano de reestruturação
Por: Brado Jornal 27.ago.2026 às 03h49
Grupo Gennius, dono do Habib’s, entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
Reproducao

O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, protocolou pedido de recuperação judicial na segunda-feira, 24 de agosto de 2026. A Justiça de São Paulo aceitou o processamento na terça-feira, 25, pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais.

A dívida declarada no processo é de R$ 265,2 milhões. Desse total, R$ 22,3 milhões correspondem a créditos trabalhistas e R$ 241,7 milhões a créditos quirografários e demais categorias sem garantia real. Também há parcela menor enquadrada como créditos de microempresa ou empresa de pequeno porte.

O processo reúne 178 pessoas jurídicas, além dos sócios Alberto Saraiva e Belchior Saraiva. A estrutura inclui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 unidades do Ragazzo, seis churrascarias Tendall, dez franqueadoras e holdings e 17 sociedades operacionais.

O juiz Jomar Juarez Amorim nomeou a KPMG Corporate Finance como administradora judicial. A consultoria tem 15 dias para apresentar relatório sobre a situação das empresas e parecer sobre o pedido de consolidação substancial do grupo.

O conglomerado tem prazo improrrogável de 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial. Caso o prazo não seja cumprido, o processo pode ser convertido em falência.

A decisão judicial determinou a suspensão das ações e execuções contra as empresas, com as exceções previstas em lei, e o fornecimento de insumos ou serviços essenciais à manutenção da atividade. O pedido de liberação de recebíveis cedidos fiduciariamente a bancos (travas bancárias) foi indeferido.

O grupo informou que as operações das lojas continuam funcionando normalmente. No pedido, atribuiu as dificuldades financeiras aos efeitos da pandemia, às mudanças nos hábitos de consumo e ao cenário de juros elevados. Antes da recuperação judicial, o grupo havia obtido tutela cautelar de 60 dias para negociar com credores.



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