Trump intensifica preparativos contra Irã

Negociações nucleares avançam, mas mobilização militar dos EUA sugere possível confronto armado
Por: Brado Redação 18.fev.2026 às 15h25
Trump intensifica preparativos contra Irã
Foto: Sarah Meyssonnier/POOL/AFP

Enquanto delegações americanas e iranianas debatem indiretamente em Genebra, sob mediação de Omã, sobre o programa atômico de Teerã, Washington reforça sua presença bélica na área, indicando potencial escalada para um conflito. O chanceler iraniano Abbas Araghchi mostrou otimismo após reunião recente, citando avanços e planos para novos encontros, mas autoridades dos EUA mantêm discrição, aguardando proposta concreta do Irã nas próximas semanas.

O vice-presidente J. D. Vance destacou em entrevista que Donald Trump estabeleceu limites intransigentes, ainda não aceitos pelos iranianos. Essa tensão remete à saída dos EUA do acordo nuclear em 2018, sob Trump, que impôs sanções em troca de Teerã abandonar ambições bélicas e permitir inspeções. Agora, Washington exige o fim completo do programa e do arsenal de mísseis balísticos, ponto inaceitável para o regime persa, que busca reviver o pacto original.

Paralelamente, forças armadas americanas executam uma operação acelerada de deslocamento aéreo. Entre segunda (16) e esta quarta-feira (18), ao menos 66 caças e aviões de ataque foram transferidos para bases principais sob o Comando Central (Centcom), duplicando o contingente na região, além das 90 aeronaves no porta-aviões USS Abraham Lincoln. A frota inclui 36 F-36 leves, 18 F-35 e 12 F-22 furtivos, estes últimos cruciais em ações de escolta para bombardeiros, como no ataque a instalações nucleares iranianas em junho do ano anterior.

Apoio logístico envolve 20 aviões-tanque KC-135 e KC-46 cruzando o Atlântico, seis E-3 de radar e pelo menos um U-2 na Europa, prontos para coordenar ofensivas. Analistas interpretam isso como preparo para um golpe cirúrgico contra a liderança islâmica em Teerã, vigente desde 1979, ou até uma invasão mais ampla, apesar dos riscos – o Irã demonstrou resiliência na guerra de 2025 contra Israel, causando danos significativos.

No mar, Trump posicionou o USS Abraham Lincoln com escolta de três destróieres, somando pelo menos 12 navios de guerra equipados com cerca de 600 mísseis Tomahawk para um possível ataque inicial. O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões global, avança pelo Mediterrâneo após cruzar Gibraltar, podendo flanquear o Irã pelo oeste já no fim de semana. Anteriormente no Caribe, o navio integrou a operação que prendeu Nicolás Maduro.

A crise se agravou com protestos internos no Irã, iniciados por questões econômicas no fim de 2025 e evoluindo para críticas ao regime, reprimidas com violência. Trump inicialmente prometeu suporte aos manifestantes, mas recuou por pressões de Israel e aliados, temendo instabilidade no fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, vital para 20% do comércio mundial.

Em resposta, Teerã conduz exercícios navais e manobras com Rússia e China para deter os EUA, além de fortificar posições militares, conforme imagens de satélite. Apesar da retórica inicial de mudança de regime, Trump prioriza agora o desmantelamento nuclear, mas a acumulação de sinais militares sugere que um ataque pode ocorrer se as tratativas falharem.

Um vídeo circulante ilustra essas movimentações, mostrando caças F-22 em ação recente no Caribe, destacando a capacidade ofensiva americana.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Bebê de um mês é encontrado abandonado durante o Carnaval em Salvador
Criança foi deixada sozinha após briga dos pais em situação de rua; casal ferido recebeu atendimento médico
Oposição promete 12 ações na Justiça contra desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula
Partidos e parlamentares alegam propaganda antecipada, abuso de poder, uso irregular de verbas públicas e discriminação religiosa
Vaticano rejeita convite para integrar Conselho da Paz criado por Trump
Cardeal Pietro Parolin defende papel central da ONU na resolução de crises e cita natureza peculiar da Santa Sé como motivo da recusa
Marco Rubio mantém diálogos reservados com neto de Raúl Castro sobre Cuba
Secretário de Estado dos EUA discute futuro da ilha em contatos discretos, segundo Axios; governo nega negociações formais
Carregando..