Enquanto delegações americanas e iranianas debatem indiretamente em Genebra, sob mediação de Omã, sobre o programa atômico de Teerã, Washington reforça sua presença bélica na área, indicando potencial escalada para um conflito. O chanceler iraniano Abbas Araghchi mostrou otimismo após reunião recente, citando avanços e planos para novos encontros, mas autoridades dos EUA mantêm discrição, aguardando proposta concreta do Irã nas próximas semanas.
O vice-presidente J. D. Vance destacou em entrevista que Donald Trump estabeleceu limites intransigentes, ainda não aceitos pelos iranianos. Essa tensão remete à saída dos EUA do acordo nuclear em 2018, sob Trump, que impôs sanções em troca de Teerã abandonar ambições bélicas e permitir inspeções. Agora, Washington exige o fim completo do programa e do arsenal de mísseis balísticos, ponto inaceitável para o regime persa, que busca reviver o pacto original.
Paralelamente, forças armadas americanas executam uma operação acelerada de deslocamento aéreo. Entre segunda (16) e esta quarta-feira (18), ao menos 66 caças e aviões de ataque foram transferidos para bases principais sob o Comando Central (Centcom), duplicando o contingente na região, além das 90 aeronaves no porta-aviões USS Abraham Lincoln. A frota inclui 36 F-36 leves, 18 F-35 e 12 F-22 furtivos, estes últimos cruciais em ações de escolta para bombardeiros, como no ataque a instalações nucleares iranianas em junho do ano anterior.
Apoio logístico envolve 20 aviões-tanque KC-135 e KC-46 cruzando o Atlântico, seis E-3 de radar e pelo menos um U-2 na Europa, prontos para coordenar ofensivas. Analistas interpretam isso como preparo para um golpe cirúrgico contra a liderança islâmica em Teerã, vigente desde 1979, ou até uma invasão mais ampla, apesar dos riscos – o Irã demonstrou resiliência na guerra de 2025 contra Israel, causando danos significativos.
No mar, Trump posicionou o USS Abraham Lincoln com escolta de três destróieres, somando pelo menos 12 navios de guerra equipados com cerca de 600 mísseis Tomahawk para um possível ataque inicial. O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões global, avança pelo Mediterrâneo após cruzar Gibraltar, podendo flanquear o Irã pelo oeste já no fim de semana. Anteriormente no Caribe, o navio integrou a operação que prendeu Nicolás Maduro.
A crise se agravou com protestos internos no Irã, iniciados por questões econômicas no fim de 2025 e evoluindo para críticas ao regime, reprimidas com violência. Trump inicialmente prometeu suporte aos manifestantes, mas recuou por pressões de Israel e aliados, temendo instabilidade no fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, vital para 20% do comércio mundial.
Em resposta, Teerã conduz exercícios navais e manobras com Rússia e China para deter os EUA, além de fortificar posições militares, conforme imagens de satélite. Apesar da retórica inicial de mudança de regime, Trump prioriza agora o desmantelamento nuclear, mas a acumulação de sinais militares sugere que um ataque pode ocorrer se as tratativas falharem.
Um vídeo circulante ilustra essas movimentações, mostrando caças F-22 em ação recente no Caribe, destacando a capacidade ofensiva americana.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...