O Lanús sagrou-se campeão da Recopa Sul-Americana ao vencer o Flamengo por 3 a 2 na prorrogação, no Maracanã, nesta quinta-feira. Com a vitória no jogo de ida por 1 a 0, na Argentina, os argentinos garantiram o troféu no agregado por 4 a 2, em uma final marcada por superioridade estratégica e um desfecho dramático.
Esta foi a segunda final perdida pelo time rubro-negro em 2026. No começo do mês, a equipe comandada por Filipe Luís já havia sido derrotada pelo Corinthians na Supercopa do Brasil.
O jogo no Maracanã teve contornos de crueldade para o Flamengo. Os rubro-negros viraram para 2 a 1 no tempo normal, com gols de pênalti de Arrascaeta e Jorginho, após o gol inicial de Castillo para o Lanús. Isso levaria a decisão aos pênaltis, mas na prorrogação, o time sofreu dois gols em rápida sequência: Canale empatou de cabeça aos 118 minutos, e Aquino selou a vitória argentina no último lance.
Apesar da derrota, o Flamengo dominou estatisticamente:
- Posse de bola: 69% x 31%
- Finalizações (no alvo): 17 (7) x 8 (4)
- Passes (precisão): 857 (87%) x 256 (66%)
- Chances claras de gol: 6 x 4 (aproximadamente)
O Lanús, inferior tecnicamente, explorou bem suas limitações com um jogo físico, retranca sólida e reservas guardadas para o tempo extra, neutralizando o volume ofensivo rubro-negro. Exceto pelos pênaltis, as chances reais foram equilibradas, com o Lanús assustando também em uma cabeçada de Canale no início da prorrogação.
O Flamengo criou oportunidades claras, como: Carrascal cara a cara com o goleiro Losada aos 20 minutos (defesa espetacular com o pé); arrancada de Plata, que invadiu a área mas chutou mal; Pedro isolando aos 45 do segundo tempo; e Bruno Henrique cabeceando por cima aos 18 da prorrogação.
As decisões táticas de Filipe Luís geraram críticas. O treinador insistiu em escalar sem centroavante de referência, deixando Pedro no banco e usando Plata e Carrascal como falsos 9. Contra uma defesa fechada, o time recorreu a cruzamentos (mais de 10 no primeiro tempo), mas sem efetividade apenas dois desviados sem perigo.
Everton Cebolinha, artilheiro da temporada com três gols, ficou no banco inicialmente, assim como Pedro. Quando Cebolinha entrou aos 12 minutos do segundo tempo, junto com Pedro, foi deslocado para a direita após a entrada de Bruno Henrique, perdendo sua principal característica de cortar para dentro. Luiz Araújo, especialista na ponta direita, permaneceu reserva.
Na defesa, a dupla Danilo e Léo Pereira funcionou bem, mas na prorrogação, a substituição de Danilo por Léo Ortiz não surtiu efeito positivo. Na lateral esquerda, Ayrton Lucas foi titular no lugar de Alex Sandro, mas errou feio no recuo que gerou o primeiro gol argentino.
Na reta final, Filipe Luís arriscou com três zagueiros, Ayrton Lucas e Cebolinha abertos nas pontas, e Bruno Henrique e Pedro na área. Foram 18 cruzamentos só no segundo tempo, mas apenas a cabeçada de Bruno Henrique levou algum perigo.
Após a partida, Filipe Luís avaliou: "Acho que fizemos um grande jogo" e "Minha avaliação é de que o time foi superior. Como não ganhamos, essas palavras vão soar mal". Ele também disse que os "jogadores deram tudo em campo" e que a confiança retorna com vitórias.
Com desgaste interno evidente Cebolinha já admitiu que 2026 será seu último ano no clube, o Flamengo enfrenta uma crise precoce. O foco agora vira o Campeonato Carioca, onde o time venceu o Madureira por 3 a 0 na primeira semifinal e joga a volta na segunda-feira, podendo perder por até dois gols para avançar à final. O provável adversário seria o Fluminense, que venceu o Vasco no primeiro jogo.
O elenco folga nesta sexta e reapresenta-se no sábado no Ninho do Urubu. O próximo duelo pelo Carioca é segunda-feira, às 21h (de Brasília), no Maracanã. Pelo Brasileirão, o retorno ocorre em 11 de março, contra o Cruzeiro, também no Maracanã.
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