Toffoli arma suposta "cilada" à PF que pode anular buscas no caso Banco Master, alerta advogado

Advogado Jeffrey Chiquini afirma que decisão judicial ignorou prazos e exigências legais, comprometendo validade de provas colhidas pela Polícia Federal em operação recente
Por: Brado Jornal 14.jan.2026 às 14h43 - Atualizado: 14.jan.2026 às 15h00
Toffoli arma suposta
Reprodução / Instagram
O ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga fraudes bilionárias no Banco Master, teria criado uma armadilha processual que pode levar à anulação de buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal no âmbito do caso, segundo análise feita pelo advogado Jeffrey Chiquini em vídeo publicado no Instagram.

No material, Chiquini destaca que Toffoli teria determinado que a PF comunicasse previamente ao Supremo Tribunal Federal qualquer medida investigativa invasiva, como buscas e apreensões, com antecedência mínima de 24 horas. De acordo com o advogado, a corporação teria descumprido essa orientação judicial ao deflagrar operação sem a devida comunicação prévia ou sem observar o prazo estipulado."Toffoli criou cilada para a PF que pode anular as buscas de hoje no caso Master", afirma Chiquini no início do vídeo, classificando a situação como urgente.
Ele argumenta que a alegação de descumprimento de ordem judicial por parte da Polícia Federal pode ser usada pela defesa dos investigados para questionar a validade das provas obtidas, inclusive com pedido de nulidade de todo o material colhido na operação.

O caso Banco Master envolve suspeitas de operações fraudulentas com títulos públicos e privados que teriam gerado prejuízos bilionários, principalmente ao Banco de Brasília (BRB), além de irregularidades na tentativa de venda do próprio Banco Master.
O inquérito tramita sob sigilo no STF desde o final de 2025, após Toffoli atrair a competência para a Corte atendendo a pedido da defesa do dono do banco, Daniel Vorcaro.

Nos últimos meses, decisões de Toffoli no caso geraram polêmica e críticas de juristas, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do próprio Banco Central (BC). Entre elas: 
A marcação de acareação (confronto de versões) entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, decisão considerada atípica por ocorrer no início do inquérito e durante o recesso judiciário;

Divergências com a delegada da PF responsável pelas oitivas, que expuseram tensões entre o STF e a corporação sobre a estratégia de depoimentos;

Acusações de que Toffoli estaria interferindo excessivamente na condução das investigações, o que juristas apontaram como possível extrapolação de competências.

Além disso, reportagens recentes revelaram possíveis conexões indiretas entre familiares do ministro e fundos de investimento associados ao ecossistema do Banco Master, o que intensificou questionamentos sobre o impedimento ou suspeição do relator, embora não haja, até o momento, pedido formal de afastamento acolhido.

O vídeo de Jeffrey Chiquini circula em meio a um clima de forte polarização sobre o tema nas redes sociais e na imprensa, com parte dos comentários sugerindo que as ações de Toffoli estariam beneficiando os investigados e comprometendo a credibilidade das instituições.Nem o STF nem a Polícia Federal se manifestaram oficialmente sobre as alegações específicas feitas no reel até o fechamento desta matéria.
O caso segue sob sigilo, e eventuais recursos sobre nulidades processuais devem ser analisados pelo próprio Supremo.


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