Toffoli determina sigilo total sobre materiais da investigação do Banco Master no STF

Ministro do Supremo classifica documentos e provas da Operação Compliance Zero como confidenciais, proibindo divulgação de detalhes do inquérito que mira Daniel Vorcaro e outros investigados
Por: Brado Jornal 14.jan.2026 às 15h23
Toffoli determina sigilo total sobre materiais da investigação do Banco Master no STF
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou sigilo absoluto sobre todos os elementos da investigação que apura supostas irregularidades no Banco Master.
A decisão, proferida nesta quarta-feira (14 de janeiro de 2026), abrange autos processuais, relatórios policiais, provas colhidas e demais peças do inquérito conduzido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

Com a medida, fica proibida a divulgação pública de qualquer informação contida nos autos, inclusive por partes, advogados, servidores ou terceiros que tenham acesso ao processo.
A justificativa apresentada por Toffoli é a proteção da intimidade das pessoas investigadas, a preservação da imagem de terceiros não envolvidos e a garantia de que as investigações prossigam sem interferências externas ou exposição prematura que possa comprometer a eficácia das apurações.

A ordem de lacração ocorre no contexto da segunda fase da operação, deflagrada no mesmo dia pela PF, que cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados (incluindo Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) e resultou na prisão do cunhado de Daniel Vorcaro, principal controlador do banco.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões.

A primeira etapa da operação, realizada em novembro de 2025, levou à prisão do próprio Vorcaro e de outros dirigentes da instituição financeira, seguida da decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil. As suspeitas envolvem crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

A imposição de sigilo total pelo ministro Toffoli, que é o relator do inquérito no STF, restringe o acesso e a publicidade dos atos processuais, prática que tem sido aplicada em casos sensíveis para evitar vazamentos e prejuízos às investigações.
A medida pode ser revista futuramente, dependendo do andamento do processo.

Até o momento, nem a defesa dos investigados nem a Polícia Federal comentaram a decisão de sigilo.
O caso continua sob acompanhamento da imprensa especializada em política e economia, com expectativa de novos desdobramentos nas próximas semanas.


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