O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou "hoje já fiz o que tinha que fazer" durante evento na Universidade de São Paulo nesta quinta-feira (16 de janeiro de 2026), horas após determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o presídio de Papudinha.
A declaração, capturada em vídeo, refere-se diretamente à ordem judicial que muda o local de custódia de Bolsonaro, preso preventivamente desde dezembro de 2025.
No vídeo, Moraes aparece em palestra ou reunião na USP, onde faz o comentário de forma descontraída, gerando risos da plateia.
O contexto sugere satisfação com a decisão tomada no âmbito do inquérito que investiga Bolsonaro por supostos envolvimentos em atos extremistas e outras apurações.
A transferência para Papudinha, unidade de segurança máxima, visa reforçar o controle e evitar riscos de influência externa ou obstrução das investigações.
A fala repercutiu imediatamente, com reações de indignação e críticas à conduta do ministro.
Muitos interpretaram o comentário como deboche ou excesso de poder, questionando a imparcialidade do Judiciário.
Uma internauta chamou Moraes de "assombração" e criticou a plateia por aplaudir, enquanto outro classificou o episódio como "o fim do mundo" para um juiz debochar de uma decisão judicial fora dos autos.
Há acusações de que o ministro age como "palhaço" em um "circo", com apelos por impedimento e punição.
Outros expressaram descrença na lei da semeadura, sugerindo que Moraes pagará por suas ações, e compararam a plateia a "imbecis" cúmplices da destruição da credibilidade do Judiciário.
Um comentário destacou um homem na plateia como "herói" por supostamente confrontar o ministro, enquanto outro lamentou que o Brasil esteja "nas mãos de bandidos de toga".
A declaração reforça o polarizado debate sobre o papel do STF em casos políticos, especialmente envolvendo Bolsonaro.
Até o momento, nem Moraes nem o STF se pronunciaram sobre as reações.
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