Defesa de Vorcaro recusa acesso a celular durante acareação no STF e alega risco de vazamento

Advogado Roberto Podval justifica negativa citando privacidade pessoal e exposição prévia de informações sigilosas
Por: Brado Jornal 29.jan.2026 às 20h30
Defesa de Vorcaro recusa acesso a celular durante acareação no STF e alega risco de vazamento
Reprodução
Durante acareação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de 2025, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negou pedido da delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo para acessar o conteúdo do celular apreendido do investigado. O advogado Roberto Podval argumentou que o aparelho continha “relações pessoais e privadas” sem conexão com o inquérito, além de expressar preocupação com possíveis vazamentos, mesmo após a delegada garantir sigilo absoluto.

A recusa ocorreu em depoimento prestado em 30 de dezembro de 2025, conduzido no STF por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso. Podval destacou que perguntas do interrogatório já haviam sido divulgadas anteriormente, o que aumentava o receio de exposição indevida de dados pessoais sem relação com as investigações.

A acareação confrontou Vorcaro com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), revelando versões contraditórias sobre a origem de carteiras de crédito problemáticas negociadas entre as instituições a partir de 2025. Vorcaro sustentou que o BRB foi informado desde o início de que os créditos não pertenciam ao Master, mas eram estruturados por terceiros, como a empresa Tirreno. Costa rebateu, afirmando que sempre considerou os ativos como originários do Master, com menção à Tirreno aparecendo apenas depois, quando inconsistências surgiram e problemas se agravaram.

O episódio integra as apurações da PF sobre supostas fraudes e negociações de créditos sem lastro no Banco Master, que resultaram em prejuízos bilionários ao sistema financeiro e levaram à liquidação da instituição. O celular de Vorcaro foi apreendido na Operação Compliance Zero, autorizada por Toffoli em 14 de janeiro de 2026, e a negativa de acesso ocorreu antes da divulgação pública dos vídeos dos depoimentos e da acareação, liberada pelo ministro.

A defesa de Vorcaro reafirma colaboração com as autoridades, enquanto o inquérito prossegue sob sigilo em partes, com foco nas divergências expostas e em possíveis novos ilícitos


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