O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu parcialmente a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou, nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026), o arquivamento de parcela das investigações que tramitam contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR).
A decisão atinge especificamente os procedimentos que apuravam supostas irregularidades administrativas e possíveis desvios no gabinete do parlamentar, sem relação direta com o episódio ocorrido em outubro de 2020, quando Chico Rodrigues foi flagrado pela Polícia Federal com maços de dinheiro escondidos na cueca durante operação de busca e apreensão.
O arquivamento foi fundamentado no entendimento da PGR de que não havia elementos suficientes para prosseguir com aquelas linhas investigativas, após análise de provas coletadas ao longo dos anos. Flávio Dino concordou com o posicionamento e determinou o trancamento dessas fatias do inquérito.
A investigação principal, que busca esclarecer a origem e a destinação dos valores encontrados (cerca de R$ 33 mil em notas de diferentes denominações), permanece em andamento no STF. O caso ganhou repercussão nacional na época e resultou na saída de Chico Rodrigues do cargo de vice-líder do governo na gestão Bolsonaro, embora ele tenha retornado à cena política posteriormente.
A defesa do senador celebrou a decisão como reconhecimento da ausência de indícios consistentes em parte das apurações. A PGR e o STF não divulgaram detalhes adicionais sobre o andamento da linha remanescente do inquérito, que segue sob sigilo parcial.
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