Magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) suspeitam que o ministro Dias Toffoli realizou uma gravação clandestina durante a sessão secreta realizada em 12 de fevereiro de 2026.
Nessa reunião reservada, a Corte decidiu pela saída voluntária dele da relatoria do inquérito envolvendo o Banco Master.
A desconfiança surgiu após publicação no site Poder360 que reproduziu trechos literais e precisos dos diálogos dos ministros, com falas selecionadas que destacavam apoio a Toffoli e omitiam partes mais complexas ou críticas da discussão. Alguns magistrados enviaram o link da matéria diretamente a Toffoli para sinalizar que uma gravação teria ocorrido.
O encontro teve forte cunho político, com debates sobre autopreservação institucional, críticas à Polícia Federal (PF), que entregou relatório ao presidente Edson Fachin apontando ligações de Toffoli com o caso, e menções à percepção negativa da sociedade em relação ao STF.
Apesar de apoio majoritário inicial à permanência dele (oito votos favoráveis contra dois contrários), prevaleceu a ideia de redistribuição para reduzir tensões externas e preservar a imagem da Corte, com sugestão do ministro Flávio Dino.Toffoli negou categoricamente qualquer registro ou relato da sessão a terceiros, afirmando que "nunca gravei uma conversa na minha vida" e classificando a acusação como inverídica. Ele chegou a sugerir que um funcionário do setor de informática poderia estar envolvido.
A suspeita gerou desconforto e sensação de quebra de confiança inédita entre os membros da Corte, agravando o isolamento de Toffoli no ambiente interno.
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